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01 junho 2010

Você é invejoso(a)? Saiba quais são as principais caracterísitcas de alguém assim.



Inveja. Eis um dos sentimentos mais torpes e difíceis de serem eliminados da alma humana. Trata-se de um dos vícios que mais causa sofrimento à humanidade. Onde houver apego à materialidade das coisas, notadamente em seu significado, naquilo que o objeto de desejo simboliza em termos de bem-estar e status quo, aí estará a inveja, sobrevoando os pensamentos mais íntimos qual urubu ou abutre insaciável, esfomeado pela carniça. A cobiça é o seu motor-contínuo.


Torna-se necessário, contudo, diferenciar a inveja, a cobiça, da busca do bem-estar. Não há nada de errado em trabalhar para se conquistar o conforto necessário à subsistência e às condições materiais imprescindíveis, visando o aprimoramento e a eficiência em determinada atividade, sem causar prejuízo ao próximo. Se alguém possui um objeto ou uma virtude que nos falta, desejá-los com humildade e sinceridade não é inveja.

Todavia ela surge, graciosa e sedutora, quando sentimos uma sensação de perda, um vazio não preenchido pelo objeto de desejo, principalmente quando, numa formulação mental mesquinha e destrutiva, nos consideramos muito mais dignos do que aquele que possui o que não temos.

O significado desta pequena palavra, contida no dicionário Aurélio, é deveras interessante. “Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio.”  


A vaidade e o orgulho, esses dois gigantes da imoralidade, filhos diletos do egoísmo, combinados proporcionalmente com a inveja, formam um trio de ferro corrosivo, uma espécie de três mosqueteiros às avessas. Um triunvirato repugnante e nauseabundo, espécie de tríade repulsiva e sinistra.

Se nos consideramos mais merecedores do que o próximo que tenha aquele belo carro do ano, imaginando que seria mais “justo” que aquele objeto fosse de nossa propriedade, essa fantasia traz consigo um ranço de origem, proporcionado pela inveja.
 

O invejoso não suporta ver um novato invadir espaços que ele, em sua santa indolência, deixou de ocupar por pura incompetência e comodismo. 

O invejoso passa para o boicote, vai minando com fofocas e pequenas atitudes estrategicamente montadas, a fim de destruir o 'novato'. Quer provar, ao menos para si mesmo, que o espaço é dele, e somente dele.  

Trechos de um texto ecrito por Eugenio Lara

Beth Amorim 

1 mil pitacos!:

gilberd disse...

Beth, sempre acompanho em silêncio o seu blog, seus textos, gosto muito, de verdade. Especialmente este não poderia casar melhor comigo, atualmente. Os dois ultimos parágrafos, então...
Tenho sofrido no trabalho exatamente isso, embora fosse em um lugar que nunca imaginei: a educação. Eu, ingenuamente sempre esperei por um grupo com maior consciência de seu papel, mas hoje estou muito enganado.
Desabafando isso, escrevi este texto obscuro aqui: http://gilberd.wordpress.com/2010/06/01/os-corvos/

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