15 junho 2011
Amor Incondicional Por Você, Fernando!
14 março 2011
14 de Março: Dia da Poesia
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Poesia retirada daqui
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| Fonte da Imagem: aqui |
24 janeiro 2011
Como é por dentro outra pessoa?
"Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo…."
[Fernando Pessoa]
"A paixão chegou. Veio de uma forma instantânea e fulminante. É ele. Sim é. Do jeito que eu sempre quis. Sorriso, "olhares, gestos, palavras" que sempre esperei. Tá vendo? Não esperei em vão. Ele está bem aqui na minha frente. Ele existe! É real. Não, não venha me dizer que no início "tudo são flores". O amor é verdadeiro. E recíproco. E eu não estou enganada. Eu não estou sonhando… Amanhã e depois de todos os amanhãs estaremos juntos. Num infinito "para sempre".
Essa semana vi no twitter, alguém dizendo o seguinte: "Mas os relacionamentos não são o problema. O problema é que a gente tende a achar que eles precisam durar pra sempre." Pois é, eu também acho. É exatamente aí que reside o problema.
De repente, encontramos "alguém". Logo em seguida projetamos "um alguém dos nossos sonhos" nele. Alguém que nunca existiu e que possivelmente nunca existirá, a não ser em nossa mente. Depois, por acreditar que "essa pessoa" é "Aquela Pessoa", passamos a achar que a relação vai durar "para sempre"…
E então, os problemas surgem…
Não demora muito e você começa a perceber que a pessoa mudou. Ela já não é mais a mesma. E você fica triste. Acha que o "amor" dela [ou o seu]acabou e percebe que o "para sempre" foi muito rápido.
No entanto eu me pergunto: Por que gostamos tanto de viver nesse "faz de conta", hein? Por que não encaramos, desde o princípio, a realidade?
Não, meu bem, não foi a pessoa que mudou. Ela já era exatamente assim. Desde o princípio. Você é quem projetou "alguém dos sonhos" nela, lembra? Alguém que ela não era. Nunca foi.
Porém, nem sempre nos damos conta disso… O que é certo, é que, quase sempre quem conhecemos, é apenas uma "construção" nossa, ou seja, uma projeção do que queríamos que essa pessoa realmente fosse. Ou então, é apenas uma "pequena parte" do que a própria pessoa disponibilizou, para que conhecêssemos sobre ela num primeiro momento… É como se "o resto" ou "a grande parte" fosse vindo com o tempo… Daí que nem sempre gostamos desse "resto", pois ele difere muito do que imaginamos.
E então, as decepções tornam-se constantes em nossas vidas. Esperamos sempre mais, do que talvez, a pessoa pudesse oferecer. Cobramos dela, como se fosse uma obrigação da mesma, ser alguém que ela não é. Que nunca foi.
Ficamos inconformados. Nos maldizemos. E tudo acaba num doloroso sofrimento, que poderia ter sido evitado se tivéssemos sido apenas realistas, e não sonhadores…
Afinal, quem poderá conhecer e entender plenamente o outro? Digo, no seu íntimo… nas suas "luas diferentes"… nos seus "lundus" esporádicos… nos seus momentos de euforia, nas suas horas de amargura, nos seus desejos mais secretos, nas suas raivas mais intensas, nos seus medos mais idiotas? Quem?
Como saber o que [ou quem] realmente está "ali dentro"? Como saber se o que está aqui fora, não é apenas uma projeção minha?
Ou, se o que está aqui fora, é só o que a outra pessoa me permitiu ver? Tipo, uma ponta de um iceberg?
Às vezes, passamos anos e anos ao lado de alguém, e mesmo assim, nunca chegaremos a conhecê-lo totalmente… Essa é que é a verdade…
Mas…. Será que somente por causa disso, deixaremos de viver a "aventura" que é o amor?
Eu não deixarei. E você?
07 janeiro 2011
Quando Uma Etapa Chega Ao Fim
Recebi esse texto por e-mail. “Venderam-me” como sendo de Fernando Pessoa. Bom, e se é ou não, o que importa, é que nos faz refletir sobre nossas atitudes perante o final de alguns ciclos que se encerram em nossas vidas… Como era grande, selecionei alguns trechos. Segue:
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
(…)
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto, às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
(…)
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas, porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...
E lembra-te :
“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”.
Ps: O que vai também…
07 setembro 2010
Quer pouco, terás tudo. Quer nada: serás livre.
13 agosto 2010
Ideias embaralhadas na cabeça? Quem, eu? Que nada…
"Bem, hoje que estou só e posso ver
Com o poder de ver do coração
Quanto não sou, quanto não posso ser,
Quanto se o for, serei em vão,
Hoje, vou confessar, quero sentir-me
Definitivamente ser ninguém,
E de mim mesmo, altivo, demitir-me
Por não ter procedido bem. "
(...)
(FerNandO PeSSoA)
Beth Amorim
Identificação.
Li várias poesias, e em várias senti que F. P. era meio "perturbado" igual a mim...hehehe... Olhe o que ele fala sobre Deus:
(...)
Quem me dera eu saber fazer o mesmo de forma tão brilhante!!!!!!
30 janeiro 2010
A Falência....
No labirinto de mim mesmo, já
Não sei qual o caminho que me leva
Dele à realidade humana e clara
Cheia de luz [...] alegremente
Mas com profunda pesadez em mim
Esta alegria, esta felicidade,
Que odeio e que me fere [...]
.....................................................................
Sinto como um insulto esta alegria
— Toda a alegria. Quase que sinto
Que rir, é rir — não de mim, mas, talvez,
Do meu ser.
Toda a alegria me gela, me faz ódio.
Toda a tristeza alheia me aborrece,
Absorto eu na minha, maior muito Que outras
[...]
.....................................................................
Sinto em mim que a minha alma não tolera
Que seja alguém do que ela mais feliz;
O riso insulta-me, por existir;
Que eu sinto que não quero que alguém ria
Enquanto eu não puder. Se acaso tento
Sentir, querer, só quero incoerências
De indefinida aspiração imensa,
Que mesmo no seu sonho é desmedida ...
....................................................
Tua inconsciência alegre é uma ofensa
para mim. O seu riso esbofeteia-me!
Tua alegria cospe-me na cara!
Oh, com que ódio carnal e espiritual
escarro sobre o que na alma humana
Fria festas e danças e cantigas...
..............................................
Entre o teu corpo e o meu desejo dele
'Stá o abismo de seres consciente;
Pudesse-te eu amar sem que existisses
E possuir-te sem que ali estivesses!
.....................................................................
Amor, diz qualquer cousa que eu te sinta!
— Compreendo-te tanto que não sinto,
Oh coração exterior ao meu!
Fatalidade, filha do destino
E das leis que há no fundo deste mundo!
Que és tu a mim que eu compreenda ao ponto
De o sentir...?
.....................................................................
Fernando Pessoa
16 agosto 2009
Fernando Pessoa [3]
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência, não pensar
...
15 agosto 2009
Fernando Pessoa [2]
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."
14 agosto 2009
Fernando Pessoa
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
29 junho 2009
Pessoa, Fernando.
Não é a dor de já não poder crer
Que m’oprime, nem a de não saber,
Mas apenas completamente o horror
De ter visto o mistério frente a frente,
De tê-lo visto e compreendido em toda
A sua infinidade de mistério.
...
Quanto mais fundamente penso, mais
Profundamente me descompreendo.
O saber é a inconsciência de ignorar
...
Só a inocência e a ignorância são
Felizes, mas não o sabem. São-no ou não?
Que é ser sem o saber? Ser, como a pedra,
Um lugar, nada mais.
...
Quanto mais claro
Vejo em mim, mais escuro é o que vejo.
Quanto mais compreendo
Menos me sinto compreendido. Ó horror
paradoxal deste pensar...
...
18 dezembro 2008
Hoje 'stou triste, 'stou triste
'Starei alegre amanhã...
O que se sente consiste
Sempre em qualquer coisa vã
Ou chuva, ou sol, ou preguiça...
Tudo influi, tudo transforma...
A alma não tem justiça,
A sensação não tem forma.
Uma verdade por dia...
Um mundo por sensação...
'Stou triste. A tarde está fria.
Amanhã, sol e razão.
(Fernando Pessoa)
19 agosto 2008
Eu e Fernando!
O alvo da minha pesquisa era minha última obsessão: FERNANDO PESSOA. De página em página, colhendo um pouco daqui e dali, descubro que, apesar da distância de anos que nos separam, temos muitas coisas em comum! E que coisas!!!
Nascemos no mesmo mês e quase no mesmo dia (eu no dia 09 e ele no dia13 de junho), mas não sabia que as coincidências iam além disso!!!!
Olhando um site que continha sua biografia (http://www.pessoa.art.br/index.php), vi, que, ele era ligado em signos, horóscopos e astrologia! E o mais surpreendente [e curioso], foi saber que ele nasceu no mesmo horário que eu (15h 20min). Caramba!!!! Depois disso foi fácil perceber porque me identifico tanto com seus poemas. Porque alguns me tocam tanto, e porque outros, me dão a sensação de que aquelas palavras sairam de mim!!!!!
Incrível!!! Realmente foi uma surpresa, até porque ele nasceu quase 100 anos antes de mim, e viveu numa época completamente diferente da minha. Como pode isso??? Não sei... Outra coisa que eu não consigo entender, é porque só fui me dar conta disso tudo agora, mesmo conhecendo esse poeta há tanto tempo... Porque só agora os seus poemas me tocaram tão profundamente.... Será o momento "perturbado" pelo qual estou passando??? Pode ser....
O interessante foi que não o procurei, mas parece que, de alguma forma, ele conseguiu me encontrar, já que "esse encontro de agora" foi da forma mais casual possível. Eu estava visitando um site sobre plantas medicinais, e do nada, nesse site, me deparo com um de seus enigmáticos poemas... Gostei tanto que até publiquei-o ("Isto" mesmo!!!)... Botânica com Fernando Pessoa, nada haver né?? Por isso, afirmo que não quis encontrá-lo.... Ele me achou!!!! Hehehe... Afinal, eu não estava mesmo procurando por poemas.....rsrs....
Beth Amorim
18 agosto 2008
Triste...
Hoje, vou confessar, quero sentir-me





















