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26 abril 2011

Não me interessa convencer ninguém a pensar igual a mim.

Eu sei que para os religiosos "dependentes da fé em Deus", pode ser aterrador, sombrio ou até mesmo indecoroso alguém afirmar que não acredita nele. Ora, como pode alguém ousar dizer que Deus não existe? Sei que para essas pessoas a "não crença" em Deus parece algo estranho, absurdo e até mesmo ruim. E sendo bem sincera, eu entendo essas pessoas. Entendo porque sei que desde criancinhas somos induzidos a incorporar e a cultivar (além de propagar para as futuras gerações) essa crença em Deus.

papai_do_ceu O que é interessante nisso, é que ninguém nasce acreditando em deus (seja lá que deus for esse: hindu, judeu, egípcio, ameríndio…). Isso é uma coisa que "enfiam" em nossas lindas e inocentes cabecinhas infantis, logo que demonstramos alguma habilidade motora e intelectual. Quem nunca ouviu, quando era criança, que "se fizesse bagunça ou brigasse com o irmãozinho, Papai do céu castigaria?". Ou que se "você fosse bonzinho, Papai do céu iria gostar de você e te ajudar?"

Ou seja, somos levados desde cedo a acreditar que há sim esse "papai do céu", que mesmo "invisível" nos observa de longe e tem o poder de interferir em nossas vidas. Aprendemos isso e aceitamos como verdade, pois quando olhamos ao nosso redor, estão todos acreditando na mesma coisa. E entre esses "todos" estão as pessoas em que mais confiamos na vida: nossos pais, avós, tios, amigos… Então, como duvidar de algo que está tão enraizado em nossas vidas? Aliás… Aí de nós se não acreditarmos, né?! "Papai do céu" poderá ficar muito, muito bravo!

Eu também já acreditei em Deus! ;) Apesar de ter nascido ateia como todo mundo, fui induzida desde a época em que eu não pensava sozinha (minha primeira infância), a seguir uma religião e acreditar em um determinado Deus, que por um acaso, era o Deus cristão, da Igreja Católica (poderia ser Brahma ou Shiva, se eu tivesse nascido na Índia, ou até mesmo Hórus se eu tivesse nascido no Egito Antigo).

Shiva Gostei da pernas dele!

Porém, quando descobri que a única responsável pelos meus atos e conquistas era eu mesma (pq se eu não fizer nada por mim, não sair do canto, ficar sentada esperando as coisas "caírem do céu" e "não correr atrás do que quero", ninguém vai me dar p#@%& nenhuma),  passei a conduzir "meus pensamentos" e meus desejos para mim! É estranho? Pode até ser. Mas quando eu quero uma coisa, "trabalho" para isso. Converso comigo mesma e vejo as minhas possibilidades para conquistar o que desejo. Se você faz o mesmo, e quando consegue, acha que é "obra de Deus em sua vida", e pensar assim te faz bem, ótimo! Mas eu não penso da mesma forma. Não penso, pois acredito que posso realizar meus projetos sem precisar pedir isso a um ser invisível (e inexistente na minha humilde opinião) e ficar esperando pela nobre vontade dele.

esperando homem Como vocês sabem, religião não é o assunto central do meu blog, mas, vez ou outra, sou "obrigada" a falar sobre isso por aqui. Falar sobre religião ou a ausência dela na vida de determinadas pessoas, não é um troço muito fácil de se fazer. Sempre corre-se o risco de ser mal interpretado(a) e/ou levar uns desaforos pra dormir na mesma cama que você.

Mas tem hora que não dá pra fugir... Na verdade, eu nunca fujo de uma discussão desse tipo. No entanto, se não sou "cutucada" pra falar, eu não falo. Prefiro ficar quietinha no meu canto. Porém, sempre existe alguém que gosta de cutucar, né? (às vezes nem fazem isso por querer, mas fazem…). E geralmente são as mesmas pessoas que se aborrecem quando abrimos o bocão pra responder a "cutucada".

Bom, eu conheço muitos ateus que ficam falando o dia todo sobre ateísmo lá no twitter ou em seus respectivos blogs, e até se divertem com isso… Alguns chegam até a direcionar tudo o que falam para esse mesmo tema - sempre. E outros chegam a dizer coisas desse tipo: se os religiosos fazem isso (ficam o tempo todo pregando a palavra do deus que eles acreditam), por que nós ateus não podemos fazer o mesmo, falando sobre o nosso ateísmo? Bem, não sei vocês, mas eu não quero ser igual às pessoas que critico. Principalmente em relação às ações dessas pessoas com as quais eu não concordo.

ateus

Lógico que não podemos nos sentir proibidos para falar sobre o assunto, ou para expor nossa opinião. Devemos falar sim, principalmente quando somos indagados, ofendidos, requisitados… Mas ficar "pregando" ateísmo por aí, eu já acho um pouco de exagero. É querer demais se igualar a determinados tipos de religiosos, que vez ou outra batem em sua porta, para tentar te convencer a acreditar no mesmo que eles.

Daí que eu fico muito indignada com qualquer tipo de proselitismo. Seja de ateus ou de religiosos. E nesse sentido, o que mais me causa ofensa, é quando alguém vem tentar me convencer de que Deus existe, desrespeitando minha liberdade de pensamento. Se pra você que acredita, "Ele" existe, isso já não é suficiente? Por que eu deveria obrigatoriamente crer no mesmo que você?

E então eu fico pensando: se eu não encho o saco de ninguém enviando mensagens ou e-mails sobre o ateísmo, dizendo que as pessoas não devem acreditar em deus, que essa crença é infantil, que é perca de tempo acreditar que há uma "força superior" interferindo na sua vida, ou qualquer coisa parecida, por que devo gostar que façam isso comigo?

E se vocês querem saber por que eu não faço isso, isto é, por que eu não fico insistentemente falando sobre o ateísmo aqui no meu blog ou em outro lugar, eu digo: simplesmente porque não me interessa convencer ninguém a pensar igual a mim. Nem fazer ninguém (des)acreditar no que eu (des)acredito. Sou amante da liberdade, inclusive a de pensamento. E da mesma forma que a quero pra mim, eu a quero para os outros. Quem quiser que chegue às suas próprias conclusões, assim como eu fui capaz de chegar. E se a conclusão que você chegou é a de que Deus existe, quem bom pra você! Mas lembre que nem sempre o que é bom para você, será bom para os outros.

Por isso, tudo o que peço é respeito, como já falei aqui inúmeras vezes. Porque uma coisa é quando alguém usa um espaço pessoal(como esse aqui) para falar sobre o que pensa, porque aí, ler quem quer. Outra coisa é quando alguém quer "interferir/influenciar" em sua vida e/ou em suas crenças pessoais, enviando e-mails, comentários ou imagens religiosas diretamente para sua caixa de e-mail, todo "santo" dia. Acho isso muito invasivo.

Acredito que só quando entendermos que as diferenças existem, e passarmos a compreender que cada ser humano é livre para pensar ou acreditar no que achar melhor, é que conseguiremos ter um pouco de paz no nosso dia-a-dia. Se todos tivessem consciência do quão importante é o respeito em nossas vidas, muitas brigas, ou até mesmo mortes já teriam sido evitadas. Principalmente aquelas que se iniciam "em nome de Deus". O problema não está em discutir assuntos polêmicos. O problema está em não respeitar que o outro tenha um modo de pensar diferente do seu.

homem_bomba1 

E por hoje é só!

 

nova assinatura

 

Leia Também: UM APELO À TOLERÂNCIA.

09 abril 2011

Mais um desabafo... Mas por favor, não me atirem pedras...



Desde o dia 22 de março de 2011 eu ouço as pessoas chegarem pra mim dizendo coisas do tipo: 

_ Olha, eu sei que o que aconteceu com Andinho foi horrível... Ele era um rapaz ótimo, todos gostavam dele... Não merecia morrer assim de forma tão trágica. Mas saiba que "Deus sabe o que faz"... "Nada acontece sem o consentimento de Deus"... "Deus vai te dar conforto nesse momento"... "Foi a vontade de Deus"... Era a hora dele, "porque Deus quis assim".... "Vocês ainda vão se encontrar, pode ter certeza..."

Eu entendo a fé das pessoas, entendo que elas não dizem isso por mal e que só estão querendo me ajudar. Por isso, não recrimino, nem digo desaforos a quem me diz isso. Até agora só escutei... E chego até a agradecer todas as palavras de conforto que as pessoas estão me dando, por mais que coloquem Deus ou o espiritismo no meio. Como eu já disse aqui inúmeras vezes, os amigos [e os comentários que as pessoas estão deixando aqui no blog], têm me ajudado muito a superar essa trauma. Sinto-me abraçada e acolhida...

No entanto, preciso confessar uma coisa a vocês. Pode até parecer arrogância ou grosseria, mas não é. É apenas sinceridade... Queria que vocês soubessem que sempre que leio ou escuto alguma coisa, eu "passo um filtro" e retiro apenas aquela parte que realmente sei que vai me ajudar.

Talvez alguém até se choque ou fique chateado com o isso, mas quando alguém me fala em Deus nesse momento, e diz que "só Ele" pode me dar conforto, é a mesma coisa de me mandar ligar a TV pra assistir o Faustão pra poder superar a dor que sinto; isto é, não faz efeito nenhum.

Eu não creio na existência de deuses. Muitos sabem disso... Mas, só pra deixar claro mais uma vez, o meu ateísmo é fruto de reflexões pessoais. Não recebi infuência de ninguém. Nada aconteceu para que eu me revoltasse contra Deus. Apenas cheguei à conclusão de que sua existência como as pessoas pregam, seria inviável.

Mas isso não quer dizer que você tenha que pensar igual a mim. Nem entender porque eu penso assim. Como eu disse, a conclusão é minha. E a única coisa que exijo das pessoas é respeito. Respeito pelo que digo, respeito pela minha forma de pensar... Até porque é assim que eu ajo diante das diferenças... E espero a mesma postura das outras pessoas.

Por isso não me atirem pedras. Não fiquem magoados com o que estou dizendo. Fiquei muito triste quando eu vi os comentários maldosos que deixaram no blog de Andinho, só porque ele publicava textos de ateus. O pior, deixaram em um texto que nem escrito por ele foi. Cristãos que batiam no peito pra dizer que tinham "Deus no coração", desejando que ele tivesse "uma boa estadia no inferno", ou dizendo que o que aconteceu com ele tinha sido "castigo", porque ele "brincava com Deus". Diziam isso como se morrer em acidente fosse coisa exclusiva de ateus.

Lógico que pra mim essas afirmações são irrelevantes, já que não acredito em céu ou inferno. O que me incomodou foi a falta de respeito perante a dor da família, assim como também o fato de falarem de alguém que não poderia mais se pronunciar. Por que não colocaram esses comentários enquanto ele estava vivo? Já vi que quando eu morrer, vão fazer coisa pior, afinal, eu falo muito mais sobre meu ateísmo aqui, do que ele falava sobre o dele por lá.

Saibam que por mais estranho que possa parecer, eu aprendi a conviver sem essa crença em "Deus". Mas não se assustem, pois tenho uma vida completamente normal. Eu não sou uma "aberração". Não faço maldades, e muito menos desejo mal ao próximo, como muita gente com "Deus no coração faz" (ver o caso do assassino da escola de Realego, no RJ). E mais, posso garantir que ser ateia não me tornou uma pessoa pior, nem melhor. Continuo a mesma. Porém, com outra forma de pensar...

Mas se vocês querem saber de mais uma coisa, tenho pra mim que se eu seguisse alguma religião e acreditasse em "algum deus" naquele 22 de março, com certeza eu teria abandonado todas as crenças quando a primeira pessoa me dissesse que aquilo que aconteceu com Andinho tinha sido "a vontade de Deus". Isso nunca iria entrar na minha cabeça, e ao invés de confortar, iria me revoltar. Eu teria me tornado ateia ali, naquele dia.

Isso que me dizem sobre "ser a vontade de Deus" só me faz pensar que esse Deus que as pessoas falam, é aquele tipo que "morde e depois assopra". Ou seja, ele "tira algo que você ama" sem te dar uma boa explicação pra isso, mas depois ajuda te dando "conforto". Isso é muito contraditório.

Na minha humilde concepção, o que aconteceu com meu Bb foi uma horrível fatalidade. Ele estava no lugar errado, na hora errada. Acaso. Tipo uma bala perdida. Algo que poderia ter acontecido com qualquer pessoa que estivesse passando por aquela estrada, naquela hora, mas que infelizmente aconteceu com ele.

E eu digo uma coisa a vocês com toda a certeza que há dentro de mim: não ter crença em "deuses" está me ajudando muito nesse momento.  Ajudando no sentindo de entender mais facilmente tudo isso o que aconteceu. Não ter crença, está me ajudando também a encontrar a conformação muito mais rápido.

Vocês podem não entender o que eu tô dizendo, ou achar que eu estou ficando doida. Mas a realidade dos fatos me conforta muito mais do que as ilusões e esperanças trazidas com as crenças religiosas. A força que as pessoas dizem que vou encontrar em Deus [ou seja, externamente], estou encontrando aqui mesmo, dentro de mim. E diga-se de passagem, é uma força quem nem eu mesma sabia que possuia.

Não pensem que assim estou falando "mal de Deus". Então, não se ofendam. Até porque eu não posso dizer que estou 100% certa ao dizer que "Ele" não existe. Oh, quem sou eu... Só sei que no meu mundo particular [que sou eu mesma] eu não preciso dessas crenças pra conduzir meus dias. Também não tô afirmando que pensarei assim durante o resto da minha vida. Até porque o resto da minha vida pode ser algumas horas, ou vários anos... Quem vai saber? Muita coisa ainda pode mudar...

Por mais que a morte seja algo certo para todos nós, as circunstâncias em que ela ocorre é o que mais traumatiza. Por isso é tão difícil aceitá-la. E por isso também, eu até entendo as pessoas acreditarem que existe uma "vida após a morte". Pra mim, isso exprime o desejo de que a vida continue.

Eu, particularmente, nunca tive medo da minha própria morte. Não tenho medo de morrer, mas se tem uma coisa que me causa pavor, é a morte das pessoas que amo. E eu nunca tinha enfrentado a morte de alguém tão próximo como tive que enfrentar agora. Uma morte repentina e trágica, de alguém que ainda tinha muita coisa pra viver. 

E analisando tudo isso que me aconteceu, vejo que é comum nesses casos pensarmos de forma egoísta, ou seja, pensarmos somente em nós, na nossa dor, na ausência que nos fere, nas situações que não viveremos mais ao lado de quem se foi...

Porém, posso lhes garantir que meu pensamento diário também é outro: o que ele deixou de viver... os planos dele que foram interrompidos... as alegrias que ele não poderá mais desfrutar... os jogos do Flamengo que ele não vai mais assistir... os shows de Chiclete com Banana que ele nunca mais irá... E tantas outras coisas que ele gostava e que não poderá mais fazer, simplesmente porque não está mais vivo.

Penso em mim... na minha dor, afinal eu estou viva para senti-la. Mas também penso nele. E esse pensamento não me sai da cabeça: o quanto ele perdeu de viver por causa daquele acidente tão imprevisível. E como eu o conhecia por dentro e por fora, como ele mesmo disse aqui, sei exatamente o que ele sentiria se pudesse prever uma situação dessas...


"De repente, a gente vê que perdeu ou está perdendo alguma coisa morna e ingênua, 
que vai ficando no caminho que é escuro e frio,
mas também bonito, porque é iluminado pela beleza 
do que aconteceu há minutos atrás..."

(Poema- Cazuza)




22 março 2011

Me tornei uma pessoa temente a Deus.

deus-e-o-diabo2Créditos da imagem: aqui
Uma vez alguém disse aqui nos comentários que os ateus só falam mal de Deus, porque sabem que ele é "bonzinho" e vai "relevar" todas essas "coisas ruins" que falamos  sobre Ele.
E que, de forma análoga, não falamos muito sobre o Diabo, porque sabemos que o Diabo é "ruim" e tememos que ele nos faça algum mal!
Bom, depois de ler esse texto, vou considerar bastante a ideia de falar sobre o Diabo por aqui, e deixar Deus de lado [mode ironic on]…

 

Quem matou mais: Deus ou o Diabo?

Texto de Rafael Tonon

Na Bíblia, dá Deus, de goleada. De acordo com os relatos do livro, o Todo-Poderoso é responsável por exatas 2 270 365 mortes, enquanto o coisa-ruim ostenta em seu currículo de maldades apenas 10 eliminados. Esse surpreendente levantamento foi feito pelo blogueiro americano Steve Wells, editor do site Skeptic’s Annotated Bible (“A Bíblia Anotada do Cético”), skepticsannotatedbible.com, que reproduz a Bíblia em versão online e comentada. Depois de vasculhar todas as mortes narradas no livro, Steve publicou os dados na internet.

Segundo ele, mais de 99% das mortes em nome do Senhor estão no Velho Testamento – a maior matança foi quando Deus destruiu todas as cidades nos arredores de Gerara, na Palestina, tirando a vida de 1 milhão de pessoas. No Novo Testamento, só 3 pessoas foram mandadas desta para a melhor pelas mãos do Criador: o rei Herodes, Ananias e sua esposa, Safira. Já o Diabo é responsável pela morte dos 10 filhos de Jó. Steve diz ainda que a lista de vidas tiradas tanto por Deus quanto pelo Diabo pode ser muito maior. “Só no dilúvio, quando Ele pediu a Noé para construir a arca, cerca de 30 milhões de pessoas teriam sido varridas do mundo. Mas, como é um total difícil de estimar, só somei as mortes cujos números são especificamente citados na Bíblia”, diz ele.

Para quem acha que Steve é um ateu incendiário, uma surpresa: ele é mórmon e diz que não quis causar polêmicas com o levantamento. “Sou um cara religioso e temo a Deus. Principalmente agora.”

Texto da Revista Super Interessante.

 

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15 março 2011

Por favor, me digam que eu li errado!

 Dom Odilo depõe na Justiça Federal a favor dos crucifixos em órgãos públicos

Imagem Revista Época
"Dom Odilo, diante do juiz Ricardo Geraldo Rezende Silveira, disse que 'o fato de a maioria da população ser católica, culturalmente, justifica a presença desses símbolos cristãos'".

Simples assim! Curto e grosso!

Mas ele só pode tá de brincadeira, né? Gente, se não for pra falar algo que preste, fique calado, perascaridades! O pior é que o país "ter" uma Constituição, onde no preâmbulo está dizendo que ela foi promulgada "sob a proteção de Deus", só pode dá nessas m3&@4# mesmo!

Bom, vejam aí a matéria completa que saiu hoje, no site da Revista Época:


O cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, prestou depoimento no Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo para defender a manutenção de símbolos religiosos em repartições públicas. 

Seu depoimento foi no último dia 3, uma quinta feira, no prédio da instituição. Dom Odilo foi convocado como testemunha numa ação civil pública que, em nome do Estado laico, pede a retirada dos símbolos religiosos de todos os prédios públicos federais de São Paulo. Na maioria dos casos, são crucifixos expostos em locais nobres, como plenários, ou em áreas de atendimento ao público, como salas de espera ou saguões de entrada. 

Dom Odilo é a mais alta autoridade católica do país a falar publicamente sobre o assunto. Diante do juiz Ricardo Geraldo Rezende Silveira, disse que “o fato de a maioria da população ser católica, culturalmente, justifica a presença desses símbolos cristãos”.

O processo é movido pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em atendimento ao pedido do engenheiro Daniel Sottomaior Pereira, que é ateu e diz que se sente ofendido com a presença de um crucifixo numa das paredes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. No plenário do próprio TRF, onde corre o processo, há uma peça desse tipo. A ação foi pedida como liminar. Se for concedida pela Justiça, a União terá um prazo de 120 dias para retirar todos os símbolos religiosos de suas repartições no Estado.

Em seu depoimento, Dom Odilo disse não acreditar que um determinado símbolo religioso possa ser ofensivo a quem não professa aquela fé. Apesar disso, reconheceu que a presença de um símbolo muçulmano em um hipotético julgamento “poderia causar preocupação em virtude da inexistência de uma tradição muçulmana no Brasil”.

O cardeal afirmou que o povo brasileiro recebeu formação cultural católica durante a colônia até o fim do Império e lembrou de um acordo que determinava o catolicismo como religião oficial do Estado. Para ele, essa tradição explica e justifica a presença de crucifixos em repartições públicas até hoje. Dom Odilo disse ainda que acha legítimo o Estado custear a manutenção dos símbolos religiosos em suas repartições “em respeito aos anseios dos representados”.

O procurador dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, responsável pela ação, não concorda com as opiniões de Dom Odilo: “A presença desses símbolos nesses locais demonstra que o Estado estabelece preferências entre credos e crenças, privilegiando uns e ignorando os demais. Também não concordo com o argumento da tradição, porque podemos usá-la para justificar qualquer fato na história”, disse.

Discussões como esta ocorrem em outros estados brasileiros. O Rio de Janeiro já retirou símbolos de instituições públicas. Pernambuco, assim como São Paulo, está em processo de discussão.

Segundo o procurador, é provável que a decisão do caso termine só no Supremo Tribunal Federal. “Ainda temos uma longa discussão pela frente. Quem perder, irá recorrer e a ação chegará ao STF”. O próprio Supremo ostenta um crucifixo em seu plenário.

No Brasil, segundo o Censo do ano 2000, 73% da população afirmava ser católica. Os evangélicos eram 15%. Outros 3,4% diziam seguir outras religiões. O Censo diz ainda que 7,4% eram “sem religião”, mas não especificou quantos se apresentavam como ateus (aqueles que não acreditam em Deus). 
 
O artigo da Constituição que estabelece separação entre Estado e igreja é o 19: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”. No preâmbulo da mesma Constituição está escrito que o ela foi promulgada “sob a proteção de Deus”.

(por Keila Cândido)

12 março 2011

Filhas (parte 2)

Meu ateísmo aqui em casa é praticamente "uno". Meus irmãos, minha mãe, meu pai, minha tia, minhas filhas*, todos ainda acreditam em Deus. E tipo assim, eu não tento convencer ninguém a ter o mesmo pensamento que eu. Continuo com a premissa de que as pessoas são livres para acreditar no que quiserem, desde que suas crenças não interfiram na vida dos outros.

Pra vocês verem, todos os dias minha tia assiste à missa que passa na Rede Vida. É… É aquela missa da 'padroeira do Brasil'. Quando desço pra tomar café, lá está ela, cantando os hinos da Igreja, fazendo sinal da cruz, rezando o pai-nosso, entre outras coisas… Imaginem se todo dia eu fosse me estressar com isso? Com certeza eu ou ela já teríamos pirado. Até porque a tia já tá com 78 anos, né gente?

Agora, mesmo sem tentar influenciar os entes queridos aqui de casa, às vezes acontecem umas coisas que me surpreendem. Primeiro foi meu namorido, que era quase um adepto do espiritismo quando começou a namorar comigo, e desde então, nunca mais viu um espírito e até já se declarou ateu lá na casa dele!

E, para completar, ontem outra pessoa me fez uma agradável surpresa. Minha filha Rachel, a mais velha, e que já está ficando uma mocinha, chegou pra mim e disse: _ Mainha, eu também não acredito em Deus! Eu, que estava vendo TV, me virei pra ela e disse: _What? Como assim?

Perguntei como ela tinha chegado àquela conclusão - sim, porque não fiz nada; juro - e ela me disse que estava conversando com uns coleguinhas na escola, "discutindo" o assunto lá entre eles, e perceberam que para muitas das "perguntas" que ele faziam, não havia respostas. Então, eu perguntei que tipo de perguntas eles estavam querendo saber as respostas… Daí ela me disse assim:

_Olhe, mainha, a gente ficou pensando naquela história de que foi Deus quem criou o mundo. Mas aí, nos perguntamos: se foi ele quem criou o mundo, quem teria criado Deus, ou seja, quem é o pai de Deus? Deus saiu de onde? E como ele criou esse monte de coisa em tão pouco tempo? E como ele fez um homem de barro, e uma mulher de uma costela de um homem de barro? Homem  de barro tem costela? E assim, fomos vendo que essa história tá muito é mal contada e sem lógica. E então, eu e meus colegas não acreditamos mais em Deus.

adaoFonte da imagem: Picasa 

Recapitulando, Rachel tem 10 anos, está no 7º ano do Ensino Fundamental 2. Chegou a essas conclusões apenas conversando com colegas que têm a mesma idade que ela.

Enquanto isso, diretamente da cúpula católica aqui de casa, chega minha outra filha, Letícia, e joga na minha cara: _Mainha vou começar minhas aulas de catecismo no sábado (no caso, hoje). E eu: _Por que você vai fazer isso, minha filha? Deixe pra depois… Então ela me responde: _ Ah, mainha… É porque eu quero comer logo aquela hóstia.

comunhao1Ela me disse isso como se aquilo fosse a melhor coisa pra se comer! Mas eu  entendo a curiosidade dela… Afinal, com 7 anos eu também tinha a mesma curiosidade!

E lógico que não vou proibir Letícia de fazer a primeira comunhão. Do mesmo jeito que eu também não proibi Rachel. E o ateu que quiser achar que eu estou errada, que ache.

No entanto, não sei se fosse "católica praticante", eu iria entender e aceitar se elas NÃO QUISESSEM fazer a 1ª Eucaristia…

Porque, né…

 

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*Como vocês viram, Rachel já tá começando a tirar a venda dos olhos….

Assinatura

01 março 2011

Qual é a origem do seu nome?



Dizem que meu nome é de origem hebraica, e "ironicamente" significa "consagrada a Deus"!!! Logo eu, que sou ateia, tenho um nome com esse significado!!! #achoengraçado


E então?

Quer saber a origem do seu nome? É só clicar aqui!


18 fevereiro 2011

Andale! Andale!

Mais uma tirinha "daquelas" do Um Sábado Qualquer. Cada vez que vou lá, garanto boas risadas!

Por Carlos Ruas

6271

 

Tem outra lá que também é ótima: Poder da reza!!! Muito engraçada!

 

 

…

11 fevereiro 2011

Tempestade de Ideias e sua EQM

E depois de uma "experiência de quase-morte" (EQM), eis que este blog ressurge.

EQM 

Quem é observador (e até quem não é), deve ter reparado que já faz bem mais de uma semana que não atualizo o blog. Tadinho… O bichim entrou em coma profundo nesses dias. E além disso, passou pela já citada EQM.

Em quase três anos, essa foi a pior crise que ele já teve. Pensei em vir aqui me despedir dele (e de vocês), tamanha era a minha falta de vontade de postar alguma coisa. Pensei em inaugurar outro espaço, falando sobre outros assuntos, pra ver se minha vontade de escrever reaparecia. Pensei também em deixar as coisas serem… E só. Tipo assim, no dia em que surgisse uma vontade absurda de escrever algo, eu viria aqui e pronto. Sem pressão da minha parte.

Dentre todos os pensamentos, achei melhor aderir ao terceiro. Seria mais prudente. Então foi o que fiz. E aqui estou. Hoje amanheci com vontade de escrever qualquer coisa que fosse. Não me perguntem o motivo. Nem o que quero escrever. Talvez fique somente nessa reles "explicação". Talvez não….

Essa foi minha última semana de férias. Porém, não foi uma semana fácil. Comecei a dita cuja com uma ressaca do caramba, adquirida numa "farrinha" com os amigos, na virada do sábado para o domingo. Ou seja, domingo foi morto pra mim.

Segunda, comecei o dia querendo resolver tudo o que ainda estava pendente pra essa semana, já que os dias de folga estavam acabando. Lógico que não consegui.

Na terça, Meu Caicoense passou por uma crise de rins. Teve até que ser hospitalizado. "Passamos" 48 horas confinados no "quarto branco" do BBB, ops, do hospital (de terça a quinta). Agora já está tudo bem com ele. E já "estamos" fora do confinamento.

Hoje, pra finalizar, teve o planejamento anual lá na escola. Mais uma vez me senti num culto ecumênico em plena sala de reuniões (a outra vez foi essa). Só que dessa vez, acharam pouco começar rezando o pai nosso de mãos dadas, e clamar a ajuda do espírito santo em seguida.

Depois do lanche, adivinhem quem apareceu por lá???? 

(  ) Um pedagogo

(   ) O Prefeito

( ✔) Um padre.

campanha-fraternidade-2011 Sim, amigos, um padre apareceu  lá escola. Carregava "em seus ombros" a missão de "apresentar" a Campanha da Fraternidade desse ano: Fraternidade e a Vida no Planeta.

Como se não bastasse a sua ilustre presença, ele ainda fez todos* cantarem o hino da tal campanha. Enquanto isso, eu fiquei dando uma olhadinha na letra do Hino… E quer saber? Achei até interessante. Sério! Torço até pra que a mensagem que ela transmite, "entre na cabeça" dos fiéis, assim como aquelas baboseiras, ops, histórias de Adão e Eva, céu e inferno, serpente falante, também entraram. O planeta agradeceria muito.

Então, esse será meu último FDS de férias. A partir de segunda-feira, retomo minhas atividades. Me desejem sorte. Um ano letivo "novinho em folha" pela frente, não é nada fácil. No entanto, acredito que estou pronta pra mais essa odisséia… Será meu 6º ano letivo como professora de Ensino Fundamental II. O 2º numa escola pública. E meu 26° frequentando uma escola (contando com os tempos de estudante – desde os 4 anos de idade).

Acho que sobrevivo. E o blog também.

Ahhh! Não posso deixar de mencionar um fato importantíssimo que aconteceu hoje e que vai mudar o mundo. Apesar de sua EQM recente, o Tempestade de Ideias ganhou hoje seu seguidor nº 100 (sim, foi você Carlos Augusto!). Sabe, gente, eu tô feliz! Nunca imaginei que chegaria a tanto. ("um tanto" que pode ser bem poucos para alguns, eu sei. Mas que pra mim, já é muita coisa!)

Obrigada a todos vocês que seguem esse lugarzinho "meio estranho", localizado no meio dessa enorme blogosfera!

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*Todos, menos eu, lógico!

 

Assinatura

10 janeiro 2011

Que tamanho estaria o nariz da Folha de S. Paulo, hein??? [se ela tivesse um, claro...]



É um absurdo mesmo. Um veículo de notícias tão...tão...tão... conhecido como a Folha de S. Paulo, inventar uma "mentira" assim, na cara lavada. Gente, eu fiquei b.o.b.a. ! Achei que essa "fase pinóquio" tinha sido encerrada, junto com a campanha presidencial de 2010. 

Bom, o caso foi o seguinte: ontem, não sei se alguém viu, eu publiquei aqui no blog, esse texto falando sobre o "caso Dilma e o crucifixo". Eu e "meimundo" de gente também publicou algo relacionado a isso. Podem olhar que bem no início eu coloquei onde tinha visto a notícia. Saiu, "em primeira mão", no site da Folha de S. Paulo, porém eu já tomei conhecimento em outros sites. E então, mó galera, feliz pra burro (sem trocadilhos) saiu publicando por aí...

Qual não foi "nossa" supresa, quando a Secretaria de Comunicação Social do Planalto, divulgou uma nota, dizendo que o que aconteceu  no gabinete presidencial, não foi exatamente o que a Folha de S. Paulo disse. Em outras palavras, essa notícia da Folha.com era apenas mais uma "lorota", como tantas outras que eles já contaram. Helena Chagas, que, segundo a Folha, é ministra dessa Secretaria, também divulgou, através de seu twitter pessoal, a mesmíssima coisa. 

Vejam aí o que saiu ontem mesmo, no site da Folha de S. Paulo: 

A Secretaria de Comunicação Social divulgou neste domingo (9) nota no Blog do Planalto para explicar a retirada de um crucifixo e uma Bíblia no gabinete presidencial.

Hoje, reportagem da Folha mostrou que os artigos religiosos haviam sido retirados da sala, recém-transferida para Dilma Rousseff.

A Secom afirma que o crucifixo pertencia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De origem portuguesa, seria presente de um artista no início de seu mandato.

No Twitter, Helena Chagas, ministra da secretaria, acrescentou que a peça foi despachada na mudança que levou de Brasília para São Paulo objetos pessoais de Lula.

Quanto à Bíblia, a secretaria afirma que o livro agora fica em uma sala contígua ao gabinete, sobre uma mesa. "Onde por sinal a presidenta já encontrou ao chegar ao Palácio do Planalto", diz a nota.

Por último, a nota nega que Dilma tenha aposentado o computador da sala.

"Embora goste de trabalhar com laptop, a presidenta não mudou o computador da mesa de trabalho. Continua sendo um desktop."


É caríssimos.... Vocês viram aí?? A #FolhaMente mesmo. E não é lorota não!

Só o Chapolin Colorado para nos salvar!



09 janeiro 2011

Vida de Ateia: Você sabia que Deus prefere os ateus?

 Clique na Imagem para ampliar. Do Blog "Café com pão".

 

Quando você ouve algum ateu/ateia afirmando que se sente mais livre por não estar ligado à prisões, ops! religiões, pode acreditar…É a mais pura verdade.

São apenas algumas situações cotidianas e nada relevantes. 

Sendo ateia:

- acordo um pouquinho mais tarde, porque não preciso perder tempo rezando antes de levantar da cama; 

- começo a comer àquela comida deliciosa antes de todos, porque não preciso orar antes das refeições, agradecendo a Deus por uma comida que ele não comprou e muito menos preparou; 

- acredito que se uma coisa não deu certo, ou não aconteceu como eu queria, é porque houve algo de concreto que impediu, e não a vontade de alguém que supostamente quis me castigar por alguma coisa (Deus); ou seja, não vou me conformar com “a vontade de Deus”, tentarei outras alternativas, e provavelmente conseguirei;

- sei que quando alguém morre, é o fim de tudo. Logo, não preciso ficar criando ilusões e fantasias de que um dia irei encontrar aquela pessoa (algo torturante e inquietante, já que esse dia nunca chega);

- não preciso ficar tirando o mérito das pessoas que conseguem coisas boas, graças a elas mesmas. (Falo daquelas situações assim: Fulana passou dois anos estudando para o vestibular, e quando ela passa, alguém diz: Fulana passou no vestibular? “Graças a Deus”! Ou quando Sicrano consegue fazer um pé-de-meia com muito sacrifício, e depois de alguns anos compra sua casa própria, e aparece aquele amigo da onça e diz: Sicrano! Você finalmente conseguiu comprar uma casa? “Graças a Deus”, né?!)

- uso aquele tempo que perdia aos domingos indo à missa, para aprender coisas bem mais interessantes na internet, para ler um livro, ou então dormir…

- não preciso ficar esperando a vontade de Deus para que as coisas aconteçam na minha vida (Tipo: vou fazer aquela viagem, “se Deus quiser”/ vou passar naquele concurso, “se Deus quiser", etc) 

... dentre outras coisas...

Ah, não sei se deu pra reparar, mas não tive a intenção de escrever nada cientificamente comprovado, ou algo digno de ser republicado. Foi só porque eu tava de bobeira, e vocês sabem, de bobeira, eu só falo bobagem! Ou não.

Uma boa notícia, mas que (ainda) pode chocar várias pessoas…

Deu na Folha de S. Paulo hoje, mas tomei conhecimento através do Bule Voador, que por sua vez, usou o Paulopes Weblog como fonte.

Dilma, primeira mulher a sentar-se na cadeira presidencial, sob o ‘título’ [e a responsabilidade] de PresidentA, realiza, em sua primeira semana, um ato, talvez inédito: Retira do seu gabinete a Bíblia e um crucifixo que estava pendurado na parede.

 
Crucifixo antigo sobre bíblia Fonte da imagem: aqui

Para muitas pessoas, esse ato “provará” que ela realmente “não é uma mulher de Deus”, como muitos pregaram durante a campanha. Ou seja, muitos dos que disseram que ela era (ou é) ateia e usaram isso para “depreciar” a imagem, da “ainda” então, candidata Dilma Rousseff, devem agora estar dizendo algo do tipo: Estão vendo?? Bem que eu disse…
 
Na verdade, eu tenho dó dessas pessoas que vão ‘chocar-se’ com essa atitude da Presidenta. Tenho dó, porque é muito triste viver em um país, e não conhecer a própria Constituição que o rege. Diz lá, para quem não sabe, que o Brasil é um Estado laico, ou seja, “é uma nação ou país que é oficialmente neutro em relação às questões religiosas, não apoiando nem se opondo a nenhuma religião. Um estado secular trata todos seus cidadãos igualmentes independentes de sua escolha religiosa e não deve dar preferência a indivíduos de certa religião” [Fonte: Wikipédia].

 
Isso quer dizer que, uma Bíblia e um cruficifixo em uma repartição “pública”, estará dando preferência a uma ou outra religião, em detrimento das várias outras que existem. A Presidenta sabe que isso é errado. Então, caríssimos, é bom que se entenda, que a mesma nada mais fez do que cumprir algo que está na Constituição. Independente de suas crenças [ou descreças] pessoais, ela fez o que é certo fazer. Logo, quem se opuser a esse ato, estará também se opondo à própria lei.

 
Ah, e só pra finalizar, espero sinceramente, que todas as outras instituições públicas sigam o exemplo. Inclusive a que eu trabalho…
 

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03 janeiro 2011

Uma constatação vivenciada por mim:


"Não acreditar em Deus é um atalho para a felicidade"


 Extraído daqui: Ciência - Notícia -

Em novo livro, o filósofo e neurocientista americano Sam Harris propõe a criação de uma 'ciência da moralidade' para acabar de uma vez por todas com a influência da religião. 

Quando o filósofo americano Sam Harris soube que o atentado ao World Trade Center em Nova York (Estados Unidos), no dia 11 de setembro de 2001, teve motivações religiosas, a briga passou a ser pessoal. Harris publicou em 2004 o livro A Morte da Fé (Companhia das Letras) — uma brutal investida contra as religiões, segundo ele, responsáveis pelo sofrimento desnecessário de milhões. Para Harris, os únicos anjos que deveríamos invocar são a ‘razão’, a ‘honestidade’ e o ‘amor’.

>>  Veja a continuação da matéria e a entrevista completa com Sam Harris, clicando aqui. 


24 novembro 2010

Por essas e outras....

Ator de Ugly Betty é acusado de matar a mãe decapitada 


O ator Michael L. Brea, que participou da série "Ugly Betty", foi preso nesta terça-feira (23) acusado de matar a própria mãe. 

De acordo com o site da CBS, Brea teria decapitado a mãe com uma espada de samurai em seu apartamento no Brooklyn, em Nova York. Os vizinhos da mãe do ator contaram que ouviram Brea gritar versos da Bíblia e ligaram para a polícia depois a mulher gritou por socorro. O ator foi preso e levado para um hospital psiquiátrico. 

Além da participação em "Ugly Betty", o ator também trabalhou no filme "Step-Up 3D".




Essa foi a primeira notícia que eu vi hoje. Agora me digam: como alguém ainda pode dizer que quem é religioso, só faz o bem?

O cara arranca a cabeça da própria mãe com uma espada, e ao mesmo tempo, grita versos da bíblia. Sim, da bíblia. Aquele livro que dizem só haver bons ensinamentos... Deve ter sido uma "bela inspiração" para esse rapaz.

Lógico que não é de se estranhar. Não pra mim. Afinal, se espremermos a bíblia, é capaz de "sair sangue" mesmo...

É isso aí.

Veja mais sobre a notícia aqui (site em inglês).

 

 

22 novembro 2010

O que é Deus?

 

Vi esse vídeo no Bule Voador hoje, e não resisti! Tive que postar aqui também!

Só uma Dica! Visitem o Canal da Liga Humanista Secular do Brasil, no You Tube. Tem muita coisa interessante por lá!

Comecemos bem a semana, povo!

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09 novembro 2010

Mainha, por que vc tá assim...?


".... Ainda 'mais' doida?"

Isso foi o que minha filha me perguntou hoje. E vocês sabem, crianças reparam em tudo! Sem hipocrisias, o que é melhor.

E pensando bem, acho que ela tem razão. Sinto que há mesmo algo "meio diferente em mim" nesses últimos dias. E vou logo avisando, não é TPM.

Só sei que tá tudo sem nexo na minha cabeça. Pensamentos despedaçados; recados que chegam "da parte sadia" da mente e que me jogam pra realidade; uma hora quero carne, outra hora quero yakissoba de frango (é assim que se escreve, é?); inspiração zero pra escrever algo que preste... E por aí vai..

Falando nisso, ou seja, nessa falta de inspiração momentânea que já dura alguns dias, tenho algo importante a dizer! 

"Ouçam"!

Um dia desses, depois de vários minutos pensando, cheguei à seguinte conclusão: escrever algo relevante (ou que preste) é  algo completamente relativo e contraditório nesse blog. Tipo: quando acho que escrevi um p*** texto, ninguém, ou quase niguém comenta nada (quase ninguém é ótxêemoo!). Quando escrevo um monte de abobrinhas (como as que vocês estão lendo agora), acabam aparecendo alguns "protestos" interessantes. Então, não vou mais ficar me preocupando "em escrever algo que preste" não, viu? E tenho dito.

Agora quanto à doideira passando da conta, eu tenho que me preocupar com isso siiiiim. Vai que esse troço evolua, gente? Credo. Tenho que ver isso aí.

Agora peço que me perdoem, por mais esse lapso de insanidade...




Eiii! Mas não vão embora não!!! Voltem aqui!! Eu ainda tenho uma coisa a dizer, ou melhor, um episódio a contar!

Voltaram??? Tá, então vou dizer. É rapidinho...

Foi assim... Outro dia ouvi no rádio (coisa rara de acontecer, pois eu quase nunca escuto rádio... #fato) o depoimento de uma mãe que tinha acabado de perder um filho. Sim, ele passou dessa vida, para um apertado buraco no cemitério Campo Jorge. Triste, eu sei.

Então eu tô lá, num momento raro de rádio-ouvinte, escutando e me emocionando com a mãe chorosa, falando sobre o ocorrido...  Daí, o jornalista, de uma forma muito "pertinente", pergunta como ela está suportando a dor de perder um filho (que não tem hérnia de disco ou o "escambau à 4" que supere). Daí, a mãe chorosa diz assim:

"_ Já sofri muito nessa vida... Acho que 'Deus me fez pra sofrer'. E eu agradeço a Ele. Por certo eu mereço... Então, eu me apego a Deus nessa hora. Só Ele pra me fazer aguentar esse sofrimento todo..."

Não, não, não. Eu não ouvi errado. Essa mãe, no auge de sua dor, agradeceu a Deus pelo sofrimento que estava passando sim. E disse  mais, "que apenas Ele" a ajudaria a suportar aquele sofrimento todo. Entendeu? Não? Se não entendeu,  foi mais ou menos isso o que ela quis dizer: que Deus é um daqueles tipos que "mordem e depois assopram...". Creia quem quiser crer. É verídico.
  
Eu, do "alto" dos meus 29 anos de idade, nunca tinha visto alguém "agradecer a Deus por um sofrimento que recebeu". Ainda mais o sofrimento de uma vida inteira. Nunca. É sério. 

Já vi muita gente agradecendo por algo bom. Mas agradecer pelo sofrimento, não. É inédito in my life.

Vocês aí que já estudaram mais do que eu, me digam: tem ensinando na Bíblia que se deve agradecer a Deus por ele conceder "coisas ruins" como o sofrimento?

Respondam-me, please!!!!!

Só pergunto porque achei uma "falta de absurdo" maior isso aí. Perascaridades...

Esse negócio de acreditar em Deus... sei não, viu gente... Tem que ver isso aí também.

E no fim de tudo isso, peço que relevem minha "santa ignorância". Eu não sei o que digo. 

... Ou será que sei?







04 novembro 2010

Ateus e liberais têm QI mais alto.

Já publiquei algo parecido com isso há algum tempo atrás... Mas, não custa nada relembrar... rs

 Ctrl C + Ctrl V: Revista Super.
 
Segundo um estudo publicado pelo psicólogo evolucionista Satoshi Kanazawa da London School of Economics and Political Science – ateu e liberal, por sinal -, quanto maior o QI de uma pessoa, maiores as chances de ela não crer em Deus e de ser politicamente liberal. 


De acordo com o autor, ateísmo e liberalismo são valores novos na história da evolução humana, que não fazem parte da nossa predisposição biológica – e que nossos ancestrais provavelmente não possuíam. 
 
Por isso, pessoas de QI mais alto, acabam reconhecendo e assimilando mais facilmente os novos valores e comportamentos.
 
Mas o que dizem os dados?

Uma pesquisa feita pelo National Longitudinal Study of Adolescent Health mostra que adolescentes que se identificam como “muito liberais” têm um QI médio de 106, enquanto os que se auto-classificam como “muito conservadores” marcam 95 pontos na escala. Da mesma forma, os que se avaliaram como “nada religiosos” têm um QI médio de 103 pontos, enquanto os que se classificaram como “muito religiosos” têm um QI médio de 97 pontos.
 
Polêmico, hein?

Texto de Gabriela Portilho



29 outubro 2010

Passei por uma hoje que, se eu não contar, enfarto já já! Affff…

Quase sempre quando comento sobre o meu ateísmo aqui no blog, é pra relatar algo que acontece comigo, justamente em função de ser ateia. Situações bizarras/engraçadas ou situações que me causam incômodo, desgosto, raiva e náuseas por viver “num mundo” impregnado de religião por todo lado.

Já disse aqui e repito. Se fulaninho “espera pela vontade de Deus” para que as coisas aconteçam em sua vida, ou se ele conforma-se com as mazelas da vida porque é a “vontade de Deus”, ou até mesmo se ele tira do bolso um dinheiro que poderia servir para comprar comida ou um bom livro (pra ver se fica um pouco “sábio”) e entrega pra uma Igreja, eu não tenho nada a ver com isso. A vida é dele, o dinheiro é dele, e que ele faça o que bem entender. Ponto final.

Mas, algumas situações me atingem de forma direta. E isso sim me causa incômodo. Passei por uma hoje, que se eu não contar, enfarto já já!… Affyy…

Fui a um encontro bimestral na escola em que trabalho. Aproveitaram a ocasião para “comemorar” o Dia do Professor (que foi dia 15 desse mês)  e o Dia do Funcionário Público (que foi ontem). Nunca pensei que fosse ter tanta ânsia de vômito num dia só, mesmo sem estar doente ou grávida. Foram situações que em 5 anos de profissão, eu nunca havia passado. Vou listar que é pra ficar mais fácil…

1.  Papo pedagógico vai, papo pedagógico vem, alguém tocou num assunto que inquieta muito professor conservador: a sexualidade do adolescentes aflorando em sala de aula! Disseram, de forma resumida, que “a sexualidade deveria ser trabalhada com os alunos; que isso era importante; que o professor deve ter um papel nesse sentido, ou seja, que o professor deve orientar os alunos, para que eles tenham a noção do que é ‘certo’ fazer e não saiam por aí fazendo ‘besteira’, envolvendo, nesse sentido, a questão da saúde” etc e tal. No meio dessa discussão, uma colega toma a palavra e diz o seguinte:

“Colegas, nós também devemos orientar não só pela questão da saúde. Devemos orientar também pela questão espiritual. Nossos alunos têm que entender que algumas coisas não são da vontade de Deus, ou seja, que Ele não permite algumas coisas. Por exemplo: a menina arruma um namorado e depois de um tempo começa a transar com ele. Passa mais um tempo o namoro acaba. Daí, ela arruma outro namorado e já vai transar com esse também, depois de um certo tempo de namoro. Desse jeito ela está se prostituindo. Isso não é coisa de Deus!”

>> Ela só faltou dizer que o correto é menina “casar virgem” (quer dizer, faltou dizer ali, mas aposto que a filha dela já deve ter ouvido muito isso -- ôenjoo dó da menina…). Agora me digam: o que é que tem a ver sexo com espiritualidade?? Acredito que a colega quis falar em “moral e bons costumes” (aquilo que ‘pregavam’ muito no tempo da minha vó). Acho que ela também quis dizer, que para alguém se dar ao respeito (ou seja, não sair transando com todo mundo!), tem que ter um Deus “ameaçador” por trás disso (lá vem a ideia do pecado). Vocês já imaginaram uma coisa dessas? Aí quer dizer que euzinha aqui, ateia como sou, por não ter “medo” de Deus me castigar, vou sair ‘dando’ a qualquer um? Peraí, né colega! As náuseas começaram a surgir aí.

Chegou o horário do almoço. E lá fomos nós “matar quem estava nos matando” (=fome). Passado o pequeno recesso, voltamos aos trabalhos…Nesse segundo momento do encontro, tive que me controlar e aproveitar o ar frio do ar-condicionado, para gelar um pouquinho esse sangue quente que corre pelas minhas veias…

2. Diante dos desabafos e queixas dos colegas “sofressores”, um dos colegas disse o seguinte: “estamos passando por momentos muitos difíceis. Os alunos não querem mais nada, e já tentamos de tudo. Porém, nada adiantou. Nesse momento, tudo o que podemos ter  é ‘fé em Deus’. Só Deus para ajeitar esse funaré que virou a educação.

>> Tive vontade de dizer a esse colega: Sente-se e espere pra ver se o seu Deus resolve alguma coisa…Não faça nada! Sente e fique aí aguardando… Perascaridade! Como é que um educador, diante desse caos que está a educação básica do país, quer esperar por Deus para resolver os problemas??? Pare o mundo que eu quero descer! –> Mais náuseas…

enjoo4

3. Momento de despedida chegando, todos “são convidados” a refletirem ao som de uma música. Legal, uma música para acalmar os meus ânimos! Que música vai ser??? Uma música Gospel… chama-se “Invocando o Senhor”! Putz! Não acreditei. O coordenador, que estava ao meu lado, tentou (pq ele não conseguiu) pegar a minha mão, para numa ‘grande roda’ (todos juntos de mãos dadas) “invocarmos o Senhor”.Me recusei, e fiquei bem sentadinha no meu lugar, só olhando aquela “coisa” linda… Todos de mãos dadas, “invocando e louvando ao Senhor”!

enjoo2>> Nessa hora, o almoço que eu tinha acabado de colocar pra dentro, veio até a garganta. Sério. Nunca me senti tão mal. Será que aquele povo não sabe que algumas pessoas não têm religião? E que, por um acaso, uma dessas pessoas podem estar bem ali, naquele local? Agora eu vou ter que concordar com o leitor anônimo, que disse que os ateus são “inúteis”!  Realmente, eu não sirvo para muitas coisas.  Não sirvo pra ser feita de palhaça. Não sirvo pra ser desrespeitada como fui. Não sirvo pra ser hipócrita e me fazer passar por alguém que engole esse tipo de coisa. E já tomei uma decisão. Vou pessoalmente falar com a supervisora e o coordenador para que eles elaborem programações que envolvam todos, e que eliminem Deus e religião desse tipo de coisa. Afinal, eu não estou numa Igreja. Estou numa escola. Respeito a fé de todos lá, mas esse tipo de coisa “não póooodxi”! Não falei nada na hora, para não estragar a alegria dos colegas… Sou muito boazinha, né?

4. Para finalizar, um slide. Título: O Ferreiro. Esse eu não vou nem comentar, porque vocês podem ver com seus próprios olhos (é só clicar aqui também).

Diante de tudo isso, avaliem como foi minha sexta-feira… Se “o céu” existisse, eu já merecia tá lá, só por ter sobrevivido à tantas “provações” !!! Caramba! Foi massacrante esses momentos finais do encontro…

 

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