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18 junho 2011

E hoje é o aniversário da minha mãezona!!!

Ela que é minha inspiração... Mulher forte, guerreira, que me ensinou a ser assim, desse jeito que sou. Tenho muito dela em mim. Absorvi tudo o que podia daquela personalidade que tanto admiro. Ela é minha referência, meu norte. É a quem sempre busco quando tenho dúvidas sobre o que fazer ou quando algo me perturba a mente. É a pessoa que mais confio nessa vida. E é a pessoa a quem mais recorro, seja qual for a situação. Faço isso porque sei que ela é a única que estará sempre lá pra me socorrer, pra me oferecer aquele colo macio e confortável... 

Tive muita sorte de ter uma mãe assim, tão boa, tão íntegra, tão lutadora, tão dedicada... Aprendi muito com o seu jeito de ser... Devo a ela 95% do que sou hoje [os outros 5% aprendi com os desígnios da vida...]. Por isso, mesmo que ela não goste muito dessas coisas, resolvemos comemorar seu aniversário hoje. Por mim, comemoraria todos os dias por ter alguém assim, tão especial para chamar de MÃE! E não me cansaria nunca de festejar! Assim como não me canso nunca de dizer o quanto eu a amo e o quanto ela é importante pra mim. 

Por isso, d. Lourdinha, fica aqui registrado, mais uma vez (a outra vez foi essa) a minha singela homenagem a ti! E que venham mais 61 anos pela frente!! Sei que você chega lá!! hehehe... Vigor e saúde sei que não lhe faltarão!

Te amo Muuuuuuito!!!


Minha mãe lindaaa!



30 abril 2011

Timidez colocada à prova.

Caicó Vocês sabem (ou talvez não saibam…) que Caicó é uma cidade de interior relativamente pequena (possui em torno de 65 mil habitantes). As notícias se espalham bem rápido por aqui. Então, desde que aconteceu aquele trágico acidente com o Meu Bb, muitos olhos se voltaram pra mim, pois foi um fato que comoveu não só a cidade, mas também boa parte da região.

Só para que vocês entendam, antes disso acontecer, quase ninguém de Caicó sabia que eu tinha esse blog. Só as pessoas mais chegadas a mim sabiam. Até porque meu blog é muito pessoal, e por aqui o povo gosta de blogs que divulgam notícias, sejam elas de política, tragédias ou festas.

Mas o fato do meu blog ser praticamente "desconhecido" aqui em Caicó, não me incomodava de jeito nenhum. Pelo contrário! Achava até bom, pois eu me sentia mais à vontade pra falar sobre determinados assuntos, que por aqui ainda são considerados "tabus".

No entanto, como vocês sabem, uma coisa leva a outra. Se alguns olhos já se voltaram para mim depois desse trágico acontecimento, e consequentemente para o que eu tinha a dizer sobre esse momento pelo qual eu estava passando, tudo tomou uma proporção maior, quando fiz aquela viagem e "apareci" falando na rádio! Eu até brinquei naquela postagem, que a viagem me deu aqueles "15 minutos" de fama que todo mundo quer (bem, quase todo mundo…rs).

Tá, eu já mudei muito… Mas continuo meio tímida ainda, ou como se diz por aqui, "encabulada". Tenho um certo receio em "chamar a atenção das pessoas" seja por qual motivo for. É assim desde quando eu era criança. Porém, tive que deixar isso de lado por esses dias! Ou não me importar tanto… Depois de toda a exposição que 'sofri' por causa da trágica morte de Anderson, e de um considerável momento de "olhe-quem-tá-aqui-de-novo" naquela viagem que fiz à Nova Jerusalém, tive que enfrentar outra exposição beeeeeem maior!

Três dias depois da viagem, recebi um convite da diretora da Radio Caicó – Suerda Medeiros (@suerdamedeiros), para participar do programa que ela apresenta – o Muito Mais Você (o mesmo que sorteou a viagem). Ela estava (ainda está!) fazendo uma programação especial durante a semana, para comemorar a "O Dia das Mães", e como ela soube que eu era mãe, me fez esse convite. Aliado ao fato de ser mãe, eu também tinha acabado de passar por esse momento difícil e também tinha sido a ganhadora da promoção de Nova Jerusalém, o que deu mais "visibilidade" a minha pessoa.

Bom, um convite feito por Suerda Medeiros é algo irrecusável, né? Suerda, pra quem não sabe, é uma das radialistas mais conceituadas do estado. Já passou por várias emissoras de rádio e tem uma credibilidade que poucos que trabalham nesse meio possui. Não, eu não estou puxando o saco de ninguém, até porque não é do meu feitio fazer isso. Só estou falando a verdade. Quem é de Caicó sabe do que estou falando.

Por isso aceitei o convite. Aceitei e na terça-feira passada (26/04/11), compareci à Radio Caicó pra conceder essa entrevista à Suerda. Inocente que sou, achei que fosse uma entrevista normal, que falaria sobre a experiência de ser mãe e sobre outras coisas que fossem surgindo no meio da conversa… Porém, cometi um "pequeno engano" nesse pensamento… rs.

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Vocês não têm noção do que aconteceu! Acho que todos (tá, nem todos!) conhecem aquele quadro do Domingão do Faustão chamado "Arquivo Confidencial", onde várias pessoas falam sobre "o alvo" escolhido para a entrevista. Pois bem. Suerda se inspirou nesse quadro e fez o "Minha Mãe no Arquivo Confidencial" no programa dela. E foi pra participar dele que eu fui convidada.

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E lá estava eu, "alegre e serelepe" conversando com Suerda, quando no meio da entrevista, começaram a colocar os depoimentos "ao vivo" dos meus irmãos, da minha tia, da minha mãe, das minhas filhas, da minha cunhada, da meu cunhado Allan (irmão de Andinho)… Todos  muito emocionados (alguns até chorando!) ao falarem sobre mim. Como se isso não bastasse, minha mãe apareceu de surpresa no estúdio morrendo de chorar, e logo em seguida, minhas duas filhas também "surgiram" por lá! Enfim, foi aquela coisa.

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                      Momento em que minha mãe chegou.                            Minhas filhas, Suerda (de vestido), Minha mãe e eu.

Yes! Eu quase morri de emoção… afinal, né?! Juro a vocês que eu não esperava que fosse acontecer tudo isso. Saí para uma entrevista e voltei com uma bela homenagem na bagagem! Mas não foi uma homenagem qualquer. Foi "A Homenagem"! Me pergunto até agora se sou merecedora de tudo aquilo que aconteceu… Sei lá, geralmente isso acontece com pessoas importantes da sociedade, que tem um certo tipo de destaque… Mas eu não sou nada disso!

Bom, o fato é que eu gostei muito. De tudo: da simpatia de Suerda, do carinho que recebi do meus familiares, da experiência de ter passado por um momento assim tão singular e inusitado, de todos os parabéns que recebi das pessoas que me encontraram na rua e disseram que adoraram a entrevista e que choraram junto comigo!

Depois eu até brinquei dizendo que agora eu já podia até morrer, pois já tinha recebido essa homenagem tão especial em vida (dãaa, que brincadeira mais sem graça essa!)!

E daí que eu não poderia deixar de colocar isso aqui, né? Afinal, não é todo dia que algo assim acontece na vida da gente!!!

 

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17 abril 2011

Fazendo o Possível…

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Essa semana minhas duas filhas fizeram aniversário [Rachel, no dia 14 e Letícia, no dia 13]. Todos os anos faço pelo menos um bolo pra comemorar, ou então as levo para jantar em algum lugar, juntamente com toda a nossa família. Ano passado foi ótimo. Fiz os dois: o bolo e saímos todos pra jantar em um ótimo restaurante… E pra completar, minha cunhada soube na mesma semana que estava grávida da minha primeira sobrinha, o que completou a festa.

16 de abril de 2010

Esse ano tudo mudou. Um lugar ficou vazio na mesa, como bem disse minha cunhada Merciana em seu blog. Uma voz não mais se ouviu. E os sorrisos já não estavam mais tão carregados de felicidade. Mesmo assim, tive que ser forte. Comemorei o aniversário das minhas pequenas, mesmo sabendo que minha alegria não seria mais a mesma, devido aos recentes acontecimentos. Tentei me agarrar nas boas lembranças daquele 16 de abril de 2010 e na alegria que compartilhamos todos juntos. Foi muito difícil lembrar, não chorar, e ao mesmo tempo, ter que me alegrar…

Porém, eu consegui. Por minhas filhas, antes de tudo, que não merecem uma mãe triste e chorosa durante as 24 horas do dia.

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Mas também por meus irmãos, minha cunhada e por essa pessoinha aqui, que só trouxe alegria pra vida dessa tia:

DSCF0020  Maria Helena, que hoje já está prestes a fazer 4 meses, mas que ano passado por essa mesma época, era só um pontinho no útero de Merciana!

Sei que a vida segue… E a cada dia me dou conta de que preciso continuar vivendo da melhor forma possível. Mesmo carregando as lembranças… Mesmo sentindo essa dor… E mesmo tendo que aprender a conviver com esse lugar vazio ao meu lado…

 

16 de abril de 2011

 

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12 março 2011

Filhas (parte 2)

Meu ateísmo aqui em casa é praticamente "uno". Meus irmãos, minha mãe, meu pai, minha tia, minhas filhas*, todos ainda acreditam em Deus. E tipo assim, eu não tento convencer ninguém a ter o mesmo pensamento que eu. Continuo com a premissa de que as pessoas são livres para acreditar no que quiserem, desde que suas crenças não interfiram na vida dos outros.

Pra vocês verem, todos os dias minha tia assiste à missa que passa na Rede Vida. É… É aquela missa da 'padroeira do Brasil'. Quando desço pra tomar café, lá está ela, cantando os hinos da Igreja, fazendo sinal da cruz, rezando o pai-nosso, entre outras coisas… Imaginem se todo dia eu fosse me estressar com isso? Com certeza eu ou ela já teríamos pirado. Até porque a tia já tá com 78 anos, né gente?

Agora, mesmo sem tentar influenciar os entes queridos aqui de casa, às vezes acontecem umas coisas que me surpreendem. Primeiro foi meu namorido, que era quase um adepto do espiritismo quando começou a namorar comigo, e desde então, nunca mais viu um espírito e até já se declarou ateu lá na casa dele!

E, para completar, ontem outra pessoa me fez uma agradável surpresa. Minha filha Rachel, a mais velha, e que já está ficando uma mocinha, chegou pra mim e disse: _ Mainha, eu também não acredito em Deus! Eu, que estava vendo TV, me virei pra ela e disse: _What? Como assim?

Perguntei como ela tinha chegado àquela conclusão - sim, porque não fiz nada; juro - e ela me disse que estava conversando com uns coleguinhas na escola, "discutindo" o assunto lá entre eles, e perceberam que para muitas das "perguntas" que ele faziam, não havia respostas. Então, eu perguntei que tipo de perguntas eles estavam querendo saber as respostas… Daí ela me disse assim:

_Olhe, mainha, a gente ficou pensando naquela história de que foi Deus quem criou o mundo. Mas aí, nos perguntamos: se foi ele quem criou o mundo, quem teria criado Deus, ou seja, quem é o pai de Deus? Deus saiu de onde? E como ele criou esse monte de coisa em tão pouco tempo? E como ele fez um homem de barro, e uma mulher de uma costela de um homem de barro? Homem  de barro tem costela? E assim, fomos vendo que essa história tá muito é mal contada e sem lógica. E então, eu e meus colegas não acreditamos mais em Deus.

adaoFonte da imagem: Picasa 

Recapitulando, Rachel tem 10 anos, está no 7º ano do Ensino Fundamental 2. Chegou a essas conclusões apenas conversando com colegas que têm a mesma idade que ela.

Enquanto isso, diretamente da cúpula católica aqui de casa, chega minha outra filha, Letícia, e joga na minha cara: _Mainha vou começar minhas aulas de catecismo no sábado (no caso, hoje). E eu: _Por que você vai fazer isso, minha filha? Deixe pra depois… Então ela me responde: _ Ah, mainha… É porque eu quero comer logo aquela hóstia.

comunhao1Ela me disse isso como se aquilo fosse a melhor coisa pra se comer! Mas eu  entendo a curiosidade dela… Afinal, com 7 anos eu também tinha a mesma curiosidade!

E lógico que não vou proibir Letícia de fazer a primeira comunhão. Do mesmo jeito que eu também não proibi Rachel. E o ateu que quiser achar que eu estou errada, que ache.

No entanto, não sei se fosse "católica praticante", eu iria entender e aceitar se elas NÃO QUISESSEM fazer a 1ª Eucaristia…

Porque, né…

 

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*Como vocês viram, Rachel já tá começando a tirar a venda dos olhos….

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