Gostou? Então espalha pra galera!

Mostrando postagens com marcador Religiões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Religiões. Mostrar todas as postagens

26 abril 2011

Não me interessa convencer ninguém a pensar igual a mim.

Eu sei que para os religiosos "dependentes da fé em Deus", pode ser aterrador, sombrio ou até mesmo indecoroso alguém afirmar que não acredita nele. Ora, como pode alguém ousar dizer que Deus não existe? Sei que para essas pessoas a "não crença" em Deus parece algo estranho, absurdo e até mesmo ruim. E sendo bem sincera, eu entendo essas pessoas. Entendo porque sei que desde criancinhas somos induzidos a incorporar e a cultivar (além de propagar para as futuras gerações) essa crença em Deus.

papai_do_ceu O que é interessante nisso, é que ninguém nasce acreditando em deus (seja lá que deus for esse: hindu, judeu, egípcio, ameríndio…). Isso é uma coisa que "enfiam" em nossas lindas e inocentes cabecinhas infantis, logo que demonstramos alguma habilidade motora e intelectual. Quem nunca ouviu, quando era criança, que "se fizesse bagunça ou brigasse com o irmãozinho, Papai do céu castigaria?". Ou que se "você fosse bonzinho, Papai do céu iria gostar de você e te ajudar?"

Ou seja, somos levados desde cedo a acreditar que há sim esse "papai do céu", que mesmo "invisível" nos observa de longe e tem o poder de interferir em nossas vidas. Aprendemos isso e aceitamos como verdade, pois quando olhamos ao nosso redor, estão todos acreditando na mesma coisa. E entre esses "todos" estão as pessoas em que mais confiamos na vida: nossos pais, avós, tios, amigos… Então, como duvidar de algo que está tão enraizado em nossas vidas? Aliás… Aí de nós se não acreditarmos, né?! "Papai do céu" poderá ficar muito, muito bravo!

Eu também já acreditei em Deus! ;) Apesar de ter nascido ateia como todo mundo, fui induzida desde a época em que eu não pensava sozinha (minha primeira infância), a seguir uma religião e acreditar em um determinado Deus, que por um acaso, era o Deus cristão, da Igreja Católica (poderia ser Brahma ou Shiva, se eu tivesse nascido na Índia, ou até mesmo Hórus se eu tivesse nascido no Egito Antigo).

Shiva Gostei da pernas dele!

Porém, quando descobri que a única responsável pelos meus atos e conquistas era eu mesma (pq se eu não fizer nada por mim, não sair do canto, ficar sentada esperando as coisas "caírem do céu" e "não correr atrás do que quero", ninguém vai me dar p#@%& nenhuma),  passei a conduzir "meus pensamentos" e meus desejos para mim! É estranho? Pode até ser. Mas quando eu quero uma coisa, "trabalho" para isso. Converso comigo mesma e vejo as minhas possibilidades para conquistar o que desejo. Se você faz o mesmo, e quando consegue, acha que é "obra de Deus em sua vida", e pensar assim te faz bem, ótimo! Mas eu não penso da mesma forma. Não penso, pois acredito que posso realizar meus projetos sem precisar pedir isso a um ser invisível (e inexistente na minha humilde opinião) e ficar esperando pela nobre vontade dele.

esperando homem Como vocês sabem, religião não é o assunto central do meu blog, mas, vez ou outra, sou "obrigada" a falar sobre isso por aqui. Falar sobre religião ou a ausência dela na vida de determinadas pessoas, não é um troço muito fácil de se fazer. Sempre corre-se o risco de ser mal interpretado(a) e/ou levar uns desaforos pra dormir na mesma cama que você.

Mas tem hora que não dá pra fugir... Na verdade, eu nunca fujo de uma discussão desse tipo. No entanto, se não sou "cutucada" pra falar, eu não falo. Prefiro ficar quietinha no meu canto. Porém, sempre existe alguém que gosta de cutucar, né? (às vezes nem fazem isso por querer, mas fazem…). E geralmente são as mesmas pessoas que se aborrecem quando abrimos o bocão pra responder a "cutucada".

Bom, eu conheço muitos ateus que ficam falando o dia todo sobre ateísmo lá no twitter ou em seus respectivos blogs, e até se divertem com isso… Alguns chegam até a direcionar tudo o que falam para esse mesmo tema - sempre. E outros chegam a dizer coisas desse tipo: se os religiosos fazem isso (ficam o tempo todo pregando a palavra do deus que eles acreditam), por que nós ateus não podemos fazer o mesmo, falando sobre o nosso ateísmo? Bem, não sei vocês, mas eu não quero ser igual às pessoas que critico. Principalmente em relação às ações dessas pessoas com as quais eu não concordo.

ateus

Lógico que não podemos nos sentir proibidos para falar sobre o assunto, ou para expor nossa opinião. Devemos falar sim, principalmente quando somos indagados, ofendidos, requisitados… Mas ficar "pregando" ateísmo por aí, eu já acho um pouco de exagero. É querer demais se igualar a determinados tipos de religiosos, que vez ou outra batem em sua porta, para tentar te convencer a acreditar no mesmo que eles.

Daí que eu fico muito indignada com qualquer tipo de proselitismo. Seja de ateus ou de religiosos. E nesse sentido, o que mais me causa ofensa, é quando alguém vem tentar me convencer de que Deus existe, desrespeitando minha liberdade de pensamento. Se pra você que acredita, "Ele" existe, isso já não é suficiente? Por que eu deveria obrigatoriamente crer no mesmo que você?

E então eu fico pensando: se eu não encho o saco de ninguém enviando mensagens ou e-mails sobre o ateísmo, dizendo que as pessoas não devem acreditar em deus, que essa crença é infantil, que é perca de tempo acreditar que há uma "força superior" interferindo na sua vida, ou qualquer coisa parecida, por que devo gostar que façam isso comigo?

E se vocês querem saber por que eu não faço isso, isto é, por que eu não fico insistentemente falando sobre o ateísmo aqui no meu blog ou em outro lugar, eu digo: simplesmente porque não me interessa convencer ninguém a pensar igual a mim. Nem fazer ninguém (des)acreditar no que eu (des)acredito. Sou amante da liberdade, inclusive a de pensamento. E da mesma forma que a quero pra mim, eu a quero para os outros. Quem quiser que chegue às suas próprias conclusões, assim como eu fui capaz de chegar. E se a conclusão que você chegou é a de que Deus existe, quem bom pra você! Mas lembre que nem sempre o que é bom para você, será bom para os outros.

Por isso, tudo o que peço é respeito, como já falei aqui inúmeras vezes. Porque uma coisa é quando alguém usa um espaço pessoal(como esse aqui) para falar sobre o que pensa, porque aí, ler quem quer. Outra coisa é quando alguém quer "interferir/influenciar" em sua vida e/ou em suas crenças pessoais, enviando e-mails, comentários ou imagens religiosas diretamente para sua caixa de e-mail, todo "santo" dia. Acho isso muito invasivo.

Acredito que só quando entendermos que as diferenças existem, e passarmos a compreender que cada ser humano é livre para pensar ou acreditar no que achar melhor, é que conseguiremos ter um pouco de paz no nosso dia-a-dia. Se todos tivessem consciência do quão importante é o respeito em nossas vidas, muitas brigas, ou até mesmo mortes já teriam sido evitadas. Principalmente aquelas que se iniciam "em nome de Deus". O problema não está em discutir assuntos polêmicos. O problema está em não respeitar que o outro tenha um modo de pensar diferente do seu.

homem_bomba1 

E por hoje é só!

 

nova assinatura

 

Leia Também: UM APELO À TOLERÂNCIA.

22 março 2011

Me tornei uma pessoa temente a Deus.

deus-e-o-diabo2Créditos da imagem: aqui
Uma vez alguém disse aqui nos comentários que os ateus só falam mal de Deus, porque sabem que ele é "bonzinho" e vai "relevar" todas essas "coisas ruins" que falamos  sobre Ele.
E que, de forma análoga, não falamos muito sobre o Diabo, porque sabemos que o Diabo é "ruim" e tememos que ele nos faça algum mal!
Bom, depois de ler esse texto, vou considerar bastante a ideia de falar sobre o Diabo por aqui, e deixar Deus de lado [mode ironic on]…

 

Quem matou mais: Deus ou o Diabo?

Texto de Rafael Tonon

Na Bíblia, dá Deus, de goleada. De acordo com os relatos do livro, o Todo-Poderoso é responsável por exatas 2 270 365 mortes, enquanto o coisa-ruim ostenta em seu currículo de maldades apenas 10 eliminados. Esse surpreendente levantamento foi feito pelo blogueiro americano Steve Wells, editor do site Skeptic’s Annotated Bible (“A Bíblia Anotada do Cético”), skepticsannotatedbible.com, que reproduz a Bíblia em versão online e comentada. Depois de vasculhar todas as mortes narradas no livro, Steve publicou os dados na internet.

Segundo ele, mais de 99% das mortes em nome do Senhor estão no Velho Testamento – a maior matança foi quando Deus destruiu todas as cidades nos arredores de Gerara, na Palestina, tirando a vida de 1 milhão de pessoas. No Novo Testamento, só 3 pessoas foram mandadas desta para a melhor pelas mãos do Criador: o rei Herodes, Ananias e sua esposa, Safira. Já o Diabo é responsável pela morte dos 10 filhos de Jó. Steve diz ainda que a lista de vidas tiradas tanto por Deus quanto pelo Diabo pode ser muito maior. “Só no dilúvio, quando Ele pediu a Noé para construir a arca, cerca de 30 milhões de pessoas teriam sido varridas do mundo. Mas, como é um total difícil de estimar, só somei as mortes cujos números são especificamente citados na Bíblia”, diz ele.

Para quem acha que Steve é um ateu incendiário, uma surpresa: ele é mórmon e diz que não quis causar polêmicas com o levantamento. “Sou um cara religioso e temo a Deus. Principalmente agora.”

Texto da Revista Super Interessante.

 

Assinatura

15 março 2011

Por favor, me digam que eu li errado!

 Dom Odilo depõe na Justiça Federal a favor dos crucifixos em órgãos públicos

Imagem Revista Época
"Dom Odilo, diante do juiz Ricardo Geraldo Rezende Silveira, disse que 'o fato de a maioria da população ser católica, culturalmente, justifica a presença desses símbolos cristãos'".

Simples assim! Curto e grosso!

Mas ele só pode tá de brincadeira, né? Gente, se não for pra falar algo que preste, fique calado, perascaridades! O pior é que o país "ter" uma Constituição, onde no preâmbulo está dizendo que ela foi promulgada "sob a proteção de Deus", só pode dá nessas m3&@4# mesmo!

Bom, vejam aí a matéria completa que saiu hoje, no site da Revista Época:


O cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, prestou depoimento no Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo para defender a manutenção de símbolos religiosos em repartições públicas. 

Seu depoimento foi no último dia 3, uma quinta feira, no prédio da instituição. Dom Odilo foi convocado como testemunha numa ação civil pública que, em nome do Estado laico, pede a retirada dos símbolos religiosos de todos os prédios públicos federais de São Paulo. Na maioria dos casos, são crucifixos expostos em locais nobres, como plenários, ou em áreas de atendimento ao público, como salas de espera ou saguões de entrada. 

Dom Odilo é a mais alta autoridade católica do país a falar publicamente sobre o assunto. Diante do juiz Ricardo Geraldo Rezende Silveira, disse que “o fato de a maioria da população ser católica, culturalmente, justifica a presença desses símbolos cristãos”.

O processo é movido pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em atendimento ao pedido do engenheiro Daniel Sottomaior Pereira, que é ateu e diz que se sente ofendido com a presença de um crucifixo numa das paredes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. No plenário do próprio TRF, onde corre o processo, há uma peça desse tipo. A ação foi pedida como liminar. Se for concedida pela Justiça, a União terá um prazo de 120 dias para retirar todos os símbolos religiosos de suas repartições no Estado.

Em seu depoimento, Dom Odilo disse não acreditar que um determinado símbolo religioso possa ser ofensivo a quem não professa aquela fé. Apesar disso, reconheceu que a presença de um símbolo muçulmano em um hipotético julgamento “poderia causar preocupação em virtude da inexistência de uma tradição muçulmana no Brasil”.

O cardeal afirmou que o povo brasileiro recebeu formação cultural católica durante a colônia até o fim do Império e lembrou de um acordo que determinava o catolicismo como religião oficial do Estado. Para ele, essa tradição explica e justifica a presença de crucifixos em repartições públicas até hoje. Dom Odilo disse ainda que acha legítimo o Estado custear a manutenção dos símbolos religiosos em suas repartições “em respeito aos anseios dos representados”.

O procurador dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, responsável pela ação, não concorda com as opiniões de Dom Odilo: “A presença desses símbolos nesses locais demonstra que o Estado estabelece preferências entre credos e crenças, privilegiando uns e ignorando os demais. Também não concordo com o argumento da tradição, porque podemos usá-la para justificar qualquer fato na história”, disse.

Discussões como esta ocorrem em outros estados brasileiros. O Rio de Janeiro já retirou símbolos de instituições públicas. Pernambuco, assim como São Paulo, está em processo de discussão.

Segundo o procurador, é provável que a decisão do caso termine só no Supremo Tribunal Federal. “Ainda temos uma longa discussão pela frente. Quem perder, irá recorrer e a ação chegará ao STF”. O próprio Supremo ostenta um crucifixo em seu plenário.

No Brasil, segundo o Censo do ano 2000, 73% da população afirmava ser católica. Os evangélicos eram 15%. Outros 3,4% diziam seguir outras religiões. O Censo diz ainda que 7,4% eram “sem religião”, mas não especificou quantos se apresentavam como ateus (aqueles que não acreditam em Deus). 
 
O artigo da Constituição que estabelece separação entre Estado e igreja é o 19: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”. No preâmbulo da mesma Constituição está escrito que o ela foi promulgada “sob a proteção de Deus”.

(por Keila Cândido)

12 março 2011

Filhas (parte 2)

Meu ateísmo aqui em casa é praticamente "uno". Meus irmãos, minha mãe, meu pai, minha tia, minhas filhas*, todos ainda acreditam em Deus. E tipo assim, eu não tento convencer ninguém a ter o mesmo pensamento que eu. Continuo com a premissa de que as pessoas são livres para acreditar no que quiserem, desde que suas crenças não interfiram na vida dos outros.

Pra vocês verem, todos os dias minha tia assiste à missa que passa na Rede Vida. É… É aquela missa da 'padroeira do Brasil'. Quando desço pra tomar café, lá está ela, cantando os hinos da Igreja, fazendo sinal da cruz, rezando o pai-nosso, entre outras coisas… Imaginem se todo dia eu fosse me estressar com isso? Com certeza eu ou ela já teríamos pirado. Até porque a tia já tá com 78 anos, né gente?

Agora, mesmo sem tentar influenciar os entes queridos aqui de casa, às vezes acontecem umas coisas que me surpreendem. Primeiro foi meu namorido, que era quase um adepto do espiritismo quando começou a namorar comigo, e desde então, nunca mais viu um espírito e até já se declarou ateu lá na casa dele!

E, para completar, ontem outra pessoa me fez uma agradável surpresa. Minha filha Rachel, a mais velha, e que já está ficando uma mocinha, chegou pra mim e disse: _ Mainha, eu também não acredito em Deus! Eu, que estava vendo TV, me virei pra ela e disse: _What? Como assim?

Perguntei como ela tinha chegado àquela conclusão - sim, porque não fiz nada; juro - e ela me disse que estava conversando com uns coleguinhas na escola, "discutindo" o assunto lá entre eles, e perceberam que para muitas das "perguntas" que ele faziam, não havia respostas. Então, eu perguntei que tipo de perguntas eles estavam querendo saber as respostas… Daí ela me disse assim:

_Olhe, mainha, a gente ficou pensando naquela história de que foi Deus quem criou o mundo. Mas aí, nos perguntamos: se foi ele quem criou o mundo, quem teria criado Deus, ou seja, quem é o pai de Deus? Deus saiu de onde? E como ele criou esse monte de coisa em tão pouco tempo? E como ele fez um homem de barro, e uma mulher de uma costela de um homem de barro? Homem  de barro tem costela? E assim, fomos vendo que essa história tá muito é mal contada e sem lógica. E então, eu e meus colegas não acreditamos mais em Deus.

adaoFonte da imagem: Picasa 

Recapitulando, Rachel tem 10 anos, está no 7º ano do Ensino Fundamental 2. Chegou a essas conclusões apenas conversando com colegas que têm a mesma idade que ela.

Enquanto isso, diretamente da cúpula católica aqui de casa, chega minha outra filha, Letícia, e joga na minha cara: _Mainha vou começar minhas aulas de catecismo no sábado (no caso, hoje). E eu: _Por que você vai fazer isso, minha filha? Deixe pra depois… Então ela me responde: _ Ah, mainha… É porque eu quero comer logo aquela hóstia.

comunhao1Ela me disse isso como se aquilo fosse a melhor coisa pra se comer! Mas eu  entendo a curiosidade dela… Afinal, com 7 anos eu também tinha a mesma curiosidade!

E lógico que não vou proibir Letícia de fazer a primeira comunhão. Do mesmo jeito que eu também não proibi Rachel. E o ateu que quiser achar que eu estou errada, que ache.

No entanto, não sei se fosse "católica praticante", eu iria entender e aceitar se elas NÃO QUISESSEM fazer a 1ª Eucaristia…

Porque, né…

 

---------------------------

*Como vocês viram, Rachel já tá começando a tirar a venda dos olhos….

Assinatura

09 janeiro 2011

Vida de Ateia: Você sabia que Deus prefere os ateus?

 Clique na Imagem para ampliar. Do Blog "Café com pão".

 

Quando você ouve algum ateu/ateia afirmando que se sente mais livre por não estar ligado à prisões, ops! religiões, pode acreditar…É a mais pura verdade.

São apenas algumas situações cotidianas e nada relevantes. 

Sendo ateia:

- acordo um pouquinho mais tarde, porque não preciso perder tempo rezando antes de levantar da cama; 

- começo a comer àquela comida deliciosa antes de todos, porque não preciso orar antes das refeições, agradecendo a Deus por uma comida que ele não comprou e muito menos preparou; 

- acredito que se uma coisa não deu certo, ou não aconteceu como eu queria, é porque houve algo de concreto que impediu, e não a vontade de alguém que supostamente quis me castigar por alguma coisa (Deus); ou seja, não vou me conformar com “a vontade de Deus”, tentarei outras alternativas, e provavelmente conseguirei;

- sei que quando alguém morre, é o fim de tudo. Logo, não preciso ficar criando ilusões e fantasias de que um dia irei encontrar aquela pessoa (algo torturante e inquietante, já que esse dia nunca chega);

- não preciso ficar tirando o mérito das pessoas que conseguem coisas boas, graças a elas mesmas. (Falo daquelas situações assim: Fulana passou dois anos estudando para o vestibular, e quando ela passa, alguém diz: Fulana passou no vestibular? “Graças a Deus”! Ou quando Sicrano consegue fazer um pé-de-meia com muito sacrifício, e depois de alguns anos compra sua casa própria, e aparece aquele amigo da onça e diz: Sicrano! Você finalmente conseguiu comprar uma casa? “Graças a Deus”, né?!)

- uso aquele tempo que perdia aos domingos indo à missa, para aprender coisas bem mais interessantes na internet, para ler um livro, ou então dormir…

- não preciso ficar esperando a vontade de Deus para que as coisas aconteçam na minha vida (Tipo: vou fazer aquela viagem, “se Deus quiser”/ vou passar naquele concurso, “se Deus quiser", etc) 

... dentre outras coisas...

Ah, não sei se deu pra reparar, mas não tive a intenção de escrever nada cientificamente comprovado, ou algo digno de ser republicado. Foi só porque eu tava de bobeira, e vocês sabem, de bobeira, eu só falo bobagem! Ou não.

Uma boa notícia, mas que (ainda) pode chocar várias pessoas…

Deu na Folha de S. Paulo hoje, mas tomei conhecimento através do Bule Voador, que por sua vez, usou o Paulopes Weblog como fonte.

Dilma, primeira mulher a sentar-se na cadeira presidencial, sob o ‘título’ [e a responsabilidade] de PresidentA, realiza, em sua primeira semana, um ato, talvez inédito: Retira do seu gabinete a Bíblia e um crucifixo que estava pendurado na parede.

 
Crucifixo antigo sobre bíblia Fonte da imagem: aqui

Para muitas pessoas, esse ato “provará” que ela realmente “não é uma mulher de Deus”, como muitos pregaram durante a campanha. Ou seja, muitos dos que disseram que ela era (ou é) ateia e usaram isso para “depreciar” a imagem, da “ainda” então, candidata Dilma Rousseff, devem agora estar dizendo algo do tipo: Estão vendo?? Bem que eu disse…
 
Na verdade, eu tenho dó dessas pessoas que vão ‘chocar-se’ com essa atitude da Presidenta. Tenho dó, porque é muito triste viver em um país, e não conhecer a própria Constituição que o rege. Diz lá, para quem não sabe, que o Brasil é um Estado laico, ou seja, “é uma nação ou país que é oficialmente neutro em relação às questões religiosas, não apoiando nem se opondo a nenhuma religião. Um estado secular trata todos seus cidadãos igualmentes independentes de sua escolha religiosa e não deve dar preferência a indivíduos de certa religião” [Fonte: Wikipédia].

 
Isso quer dizer que, uma Bíblia e um cruficifixo em uma repartição “pública”, estará dando preferência a uma ou outra religião, em detrimento das várias outras que existem. A Presidenta sabe que isso é errado. Então, caríssimos, é bom que se entenda, que a mesma nada mais fez do que cumprir algo que está na Constituição. Independente de suas crenças [ou descreças] pessoais, ela fez o que é certo fazer. Logo, quem se opuser a esse ato, estará também se opondo à própria lei.

 
Ah, e só pra finalizar, espero sinceramente, que todas as outras instituições públicas sigam o exemplo. Inclusive a que eu trabalho…
 

Assinatura

03 janeiro 2011

Uma constatação vivenciada por mim:


"Não acreditar em Deus é um atalho para a felicidade"


 Extraído daqui: Ciência - Notícia -

Em novo livro, o filósofo e neurocientista americano Sam Harris propõe a criação de uma 'ciência da moralidade' para acabar de uma vez por todas com a influência da religião. 

Quando o filósofo americano Sam Harris soube que o atentado ao World Trade Center em Nova York (Estados Unidos), no dia 11 de setembro de 2001, teve motivações religiosas, a briga passou a ser pessoal. Harris publicou em 2004 o livro A Morte da Fé (Companhia das Letras) — uma brutal investida contra as religiões, segundo ele, responsáveis pelo sofrimento desnecessário de milhões. Para Harris, os únicos anjos que deveríamos invocar são a ‘razão’, a ‘honestidade’ e o ‘amor’.

>>  Veja a continuação da matéria e a entrevista completa com Sam Harris, clicando aqui. 


24 novembro 2010

Por essas e outras....

Ator de Ugly Betty é acusado de matar a mãe decapitada 


O ator Michael L. Brea, que participou da série "Ugly Betty", foi preso nesta terça-feira (23) acusado de matar a própria mãe. 

De acordo com o site da CBS, Brea teria decapitado a mãe com uma espada de samurai em seu apartamento no Brooklyn, em Nova York. Os vizinhos da mãe do ator contaram que ouviram Brea gritar versos da Bíblia e ligaram para a polícia depois a mulher gritou por socorro. O ator foi preso e levado para um hospital psiquiátrico. 

Além da participação em "Ugly Betty", o ator também trabalhou no filme "Step-Up 3D".




Essa foi a primeira notícia que eu vi hoje. Agora me digam: como alguém ainda pode dizer que quem é religioso, só faz o bem?

O cara arranca a cabeça da própria mãe com uma espada, e ao mesmo tempo, grita versos da bíblia. Sim, da bíblia. Aquele livro que dizem só haver bons ensinamentos... Deve ter sido uma "bela inspiração" para esse rapaz.

Lógico que não é de se estranhar. Não pra mim. Afinal, se espremermos a bíblia, é capaz de "sair sangue" mesmo...

É isso aí.

Veja mais sobre a notícia aqui (site em inglês).

 

 

22 novembro 2010

O que é Deus?

 

Vi esse vídeo no Bule Voador hoje, e não resisti! Tive que postar aqui também!

Só uma Dica! Visitem o Canal da Liga Humanista Secular do Brasil, no You Tube. Tem muita coisa interessante por lá!

Comecemos bem a semana, povo!

Assinatura

09 novembro 2010

Mainha, por que vc tá assim...?


".... Ainda 'mais' doida?"

Isso foi o que minha filha me perguntou hoje. E vocês sabem, crianças reparam em tudo! Sem hipocrisias, o que é melhor.

E pensando bem, acho que ela tem razão. Sinto que há mesmo algo "meio diferente em mim" nesses últimos dias. E vou logo avisando, não é TPM.

Só sei que tá tudo sem nexo na minha cabeça. Pensamentos despedaçados; recados que chegam "da parte sadia" da mente e que me jogam pra realidade; uma hora quero carne, outra hora quero yakissoba de frango (é assim que se escreve, é?); inspiração zero pra escrever algo que preste... E por aí vai..

Falando nisso, ou seja, nessa falta de inspiração momentânea que já dura alguns dias, tenho algo importante a dizer! 

"Ouçam"!

Um dia desses, depois de vários minutos pensando, cheguei à seguinte conclusão: escrever algo relevante (ou que preste) é  algo completamente relativo e contraditório nesse blog. Tipo: quando acho que escrevi um p*** texto, ninguém, ou quase niguém comenta nada (quase ninguém é ótxêemoo!). Quando escrevo um monte de abobrinhas (como as que vocês estão lendo agora), acabam aparecendo alguns "protestos" interessantes. Então, não vou mais ficar me preocupando "em escrever algo que preste" não, viu? E tenho dito.

Agora quanto à doideira passando da conta, eu tenho que me preocupar com isso siiiiim. Vai que esse troço evolua, gente? Credo. Tenho que ver isso aí.

Agora peço que me perdoem, por mais esse lapso de insanidade...




Eiii! Mas não vão embora não!!! Voltem aqui!! Eu ainda tenho uma coisa a dizer, ou melhor, um episódio a contar!

Voltaram??? Tá, então vou dizer. É rapidinho...

Foi assim... Outro dia ouvi no rádio (coisa rara de acontecer, pois eu quase nunca escuto rádio... #fato) o depoimento de uma mãe que tinha acabado de perder um filho. Sim, ele passou dessa vida, para um apertado buraco no cemitério Campo Jorge. Triste, eu sei.

Então eu tô lá, num momento raro de rádio-ouvinte, escutando e me emocionando com a mãe chorosa, falando sobre o ocorrido...  Daí, o jornalista, de uma forma muito "pertinente", pergunta como ela está suportando a dor de perder um filho (que não tem hérnia de disco ou o "escambau à 4" que supere). Daí, a mãe chorosa diz assim:

"_ Já sofri muito nessa vida... Acho que 'Deus me fez pra sofrer'. E eu agradeço a Ele. Por certo eu mereço... Então, eu me apego a Deus nessa hora. Só Ele pra me fazer aguentar esse sofrimento todo..."

Não, não, não. Eu não ouvi errado. Essa mãe, no auge de sua dor, agradeceu a Deus pelo sofrimento que estava passando sim. E disse  mais, "que apenas Ele" a ajudaria a suportar aquele sofrimento todo. Entendeu? Não? Se não entendeu,  foi mais ou menos isso o que ela quis dizer: que Deus é um daqueles tipos que "mordem e depois assopram...". Creia quem quiser crer. É verídico.
  
Eu, do "alto" dos meus 29 anos de idade, nunca tinha visto alguém "agradecer a Deus por um sofrimento que recebeu". Ainda mais o sofrimento de uma vida inteira. Nunca. É sério. 

Já vi muita gente agradecendo por algo bom. Mas agradecer pelo sofrimento, não. É inédito in my life.

Vocês aí que já estudaram mais do que eu, me digam: tem ensinando na Bíblia que se deve agradecer a Deus por ele conceder "coisas ruins" como o sofrimento?

Respondam-me, please!!!!!

Só pergunto porque achei uma "falta de absurdo" maior isso aí. Perascaridades...

Esse negócio de acreditar em Deus... sei não, viu gente... Tem que ver isso aí também.

E no fim de tudo isso, peço que relevem minha "santa ignorância". Eu não sei o que digo. 

... Ou será que sei?







04 novembro 2010

Ateus e liberais têm QI mais alto.

Já publiquei algo parecido com isso há algum tempo atrás... Mas, não custa nada relembrar... rs

 Ctrl C + Ctrl V: Revista Super.
 
Segundo um estudo publicado pelo psicólogo evolucionista Satoshi Kanazawa da London School of Economics and Political Science – ateu e liberal, por sinal -, quanto maior o QI de uma pessoa, maiores as chances de ela não crer em Deus e de ser politicamente liberal. 


De acordo com o autor, ateísmo e liberalismo são valores novos na história da evolução humana, que não fazem parte da nossa predisposição biológica – e que nossos ancestrais provavelmente não possuíam. 
 
Por isso, pessoas de QI mais alto, acabam reconhecendo e assimilando mais facilmente os novos valores e comportamentos.
 
Mas o que dizem os dados?

Uma pesquisa feita pelo National Longitudinal Study of Adolescent Health mostra que adolescentes que se identificam como “muito liberais” têm um QI médio de 106, enquanto os que se auto-classificam como “muito conservadores” marcam 95 pontos na escala. Da mesma forma, os que se avaliaram como “nada religiosos” têm um QI médio de 103 pontos, enquanto os que se classificaram como “muito religiosos” têm um QI médio de 97 pontos.
 
Polêmico, hein?

Texto de Gabriela Portilho



29 outubro 2010

Passei por uma hoje que, se eu não contar, enfarto já já! Affff…

Quase sempre quando comento sobre o meu ateísmo aqui no blog, é pra relatar algo que acontece comigo, justamente em função de ser ateia. Situações bizarras/engraçadas ou situações que me causam incômodo, desgosto, raiva e náuseas por viver “num mundo” impregnado de religião por todo lado.

Já disse aqui e repito. Se fulaninho “espera pela vontade de Deus” para que as coisas aconteçam em sua vida, ou se ele conforma-se com as mazelas da vida porque é a “vontade de Deus”, ou até mesmo se ele tira do bolso um dinheiro que poderia servir para comprar comida ou um bom livro (pra ver se fica um pouco “sábio”) e entrega pra uma Igreja, eu não tenho nada a ver com isso. A vida é dele, o dinheiro é dele, e que ele faça o que bem entender. Ponto final.

Mas, algumas situações me atingem de forma direta. E isso sim me causa incômodo. Passei por uma hoje, que se eu não contar, enfarto já já!… Affyy…

Fui a um encontro bimestral na escola em que trabalho. Aproveitaram a ocasião para “comemorar” o Dia do Professor (que foi dia 15 desse mês)  e o Dia do Funcionário Público (que foi ontem). Nunca pensei que fosse ter tanta ânsia de vômito num dia só, mesmo sem estar doente ou grávida. Foram situações que em 5 anos de profissão, eu nunca havia passado. Vou listar que é pra ficar mais fácil…

1.  Papo pedagógico vai, papo pedagógico vem, alguém tocou num assunto que inquieta muito professor conservador: a sexualidade do adolescentes aflorando em sala de aula! Disseram, de forma resumida, que “a sexualidade deveria ser trabalhada com os alunos; que isso era importante; que o professor deve ter um papel nesse sentido, ou seja, que o professor deve orientar os alunos, para que eles tenham a noção do que é ‘certo’ fazer e não saiam por aí fazendo ‘besteira’, envolvendo, nesse sentido, a questão da saúde” etc e tal. No meio dessa discussão, uma colega toma a palavra e diz o seguinte:

“Colegas, nós também devemos orientar não só pela questão da saúde. Devemos orientar também pela questão espiritual. Nossos alunos têm que entender que algumas coisas não são da vontade de Deus, ou seja, que Ele não permite algumas coisas. Por exemplo: a menina arruma um namorado e depois de um tempo começa a transar com ele. Passa mais um tempo o namoro acaba. Daí, ela arruma outro namorado e já vai transar com esse também, depois de um certo tempo de namoro. Desse jeito ela está se prostituindo. Isso não é coisa de Deus!”

>> Ela só faltou dizer que o correto é menina “casar virgem” (quer dizer, faltou dizer ali, mas aposto que a filha dela já deve ter ouvido muito isso -- ôenjoo dó da menina…). Agora me digam: o que é que tem a ver sexo com espiritualidade?? Acredito que a colega quis falar em “moral e bons costumes” (aquilo que ‘pregavam’ muito no tempo da minha vó). Acho que ela também quis dizer, que para alguém se dar ao respeito (ou seja, não sair transando com todo mundo!), tem que ter um Deus “ameaçador” por trás disso (lá vem a ideia do pecado). Vocês já imaginaram uma coisa dessas? Aí quer dizer que euzinha aqui, ateia como sou, por não ter “medo” de Deus me castigar, vou sair ‘dando’ a qualquer um? Peraí, né colega! As náuseas começaram a surgir aí.

Chegou o horário do almoço. E lá fomos nós “matar quem estava nos matando” (=fome). Passado o pequeno recesso, voltamos aos trabalhos…Nesse segundo momento do encontro, tive que me controlar e aproveitar o ar frio do ar-condicionado, para gelar um pouquinho esse sangue quente que corre pelas minhas veias…

2. Diante dos desabafos e queixas dos colegas “sofressores”, um dos colegas disse o seguinte: “estamos passando por momentos muitos difíceis. Os alunos não querem mais nada, e já tentamos de tudo. Porém, nada adiantou. Nesse momento, tudo o que podemos ter  é ‘fé em Deus’. Só Deus para ajeitar esse funaré que virou a educação.

>> Tive vontade de dizer a esse colega: Sente-se e espere pra ver se o seu Deus resolve alguma coisa…Não faça nada! Sente e fique aí aguardando… Perascaridade! Como é que um educador, diante desse caos que está a educação básica do país, quer esperar por Deus para resolver os problemas??? Pare o mundo que eu quero descer! –> Mais náuseas…

enjoo4

3. Momento de despedida chegando, todos “são convidados” a refletirem ao som de uma música. Legal, uma música para acalmar os meus ânimos! Que música vai ser??? Uma música Gospel… chama-se “Invocando o Senhor”! Putz! Não acreditei. O coordenador, que estava ao meu lado, tentou (pq ele não conseguiu) pegar a minha mão, para numa ‘grande roda’ (todos juntos de mãos dadas) “invocarmos o Senhor”.Me recusei, e fiquei bem sentadinha no meu lugar, só olhando aquela “coisa” linda… Todos de mãos dadas, “invocando e louvando ao Senhor”!

enjoo2>> Nessa hora, o almoço que eu tinha acabado de colocar pra dentro, veio até a garganta. Sério. Nunca me senti tão mal. Será que aquele povo não sabe que algumas pessoas não têm religião? E que, por um acaso, uma dessas pessoas podem estar bem ali, naquele local? Agora eu vou ter que concordar com o leitor anônimo, que disse que os ateus são “inúteis”!  Realmente, eu não sirvo para muitas coisas.  Não sirvo pra ser feita de palhaça. Não sirvo pra ser desrespeitada como fui. Não sirvo pra ser hipócrita e me fazer passar por alguém que engole esse tipo de coisa. E já tomei uma decisão. Vou pessoalmente falar com a supervisora e o coordenador para que eles elaborem programações que envolvam todos, e que eliminem Deus e religião desse tipo de coisa. Afinal, eu não estou numa Igreja. Estou numa escola. Respeito a fé de todos lá, mas esse tipo de coisa “não póooodxi”! Não falei nada na hora, para não estragar a alegria dos colegas… Sou muito boazinha, né?

4. Para finalizar, um slide. Título: O Ferreiro. Esse eu não vou nem comentar, porque vocês podem ver com seus próprios olhos (é só clicar aqui também).

Diante de tudo isso, avaliem como foi minha sexta-feira… Se “o céu” existisse, eu já merecia tá lá, só por ter sobrevivido à tantas “provações” !!! Caramba! Foi massacrante esses momentos finais do encontro…

 

Assinatura

28 outubro 2010

Olhem só o que um "simpático" e "corajoso" leitor anônimo deixou para mim...

Ele(a) deixou "essa gentileza" numa caixinha de recados quem tem aí, no lado direito do layout, um pouco mais abaixo.

"Anonimo: o "Ateísmo" é uma merda. Esse tipo de gente não é útil"

Bem, como uma pessoa educada que sou, tive que responder. Lógico, utilizando a 'mesma linguagem', que é pra ver se ele(a) entende. Nem acho que ele(a) merecia, mas, como disse, sou educada!


Beth: Olha só!!! Um "anônimo corajoso" por aqui pra detonar o ateísmo! Pois saiba, pobre anônimo, que merda é ter no mundo gente sem coragem de assumir o que é, quem é, e o que pensa. Gnt assim do seu tipo.

Bom, se alguém mais quiser responder, pode ficar à vontade...




24 outubro 2010

Religiões e os Pontos de Vista. Vamos rir um pouquinho?


Uma dica do @professorateu (Leandro G do Rosário)


16 outubro 2010

Daí, eu ficava imaginando que os apóstolos andavam com um caderninho ao lado de Jesus…

Nesse processo de transformação pelo qual passei, onde sai de um catolicismo praticante, para um ateísmo convicto, em vários momentos me indaguei sobre a veracidade das informações contidas no livro mais lido do planeta: A Bíblia. (Claro que tem Torá, Alcorão… Mas eu escolhi a Bíblia Bíbliapor ser algo que fez parte da minha vida durante muito tempo. E também por ser muito lida, obviamente)
 
Pensava eu cá com meus botões... Por que as pessoas acreditam e seguem tanto aquelas palavras, ditas 'sagradas'...? Será que elas acreditam que tudo o que diz ali é mesmo verdade? Será que elas acreditam que aquelas palavras são mesmo de algum deus? E daí eu concluía: Sim, elas acreditam... E acreditam muito! Alguns, piamente e sem contestação alguma.  E isso me inquietava, ao mesmo tempo em que me causava curiosidade à respeito.
 
Uma pergunta que eu sempre fazia “a mim mesma” e aos outros (antes de ter alguma opinião ou conhecimento,  sobre o assunto) era essa:
 
Quem escreveu a bíblia?
 
Eu queria entender o motivo da crença desenfreada nesse livro. Pensava que só podia ter sido alguém muito sábio e importante para conseguir gerar tanta confiança. Diziam-me que tinha sido Deus, os profetas, os apóstolos... (e daí eu ficava imaginando que os apóstolos andavam com um caderninho ao lado de Jesus, pra anotar tudo o que ele dizia... rs…muito louco isso! E então, quando eu descobri que a maioria deles – ou seriam todos?- nem sabiam escrever, imagine aí o que eu senti…). 
 
Porém, depois de estudar um pouquinho, viver alguns anos e passar a entender melhor sobre as coisas, vi que a bíblia jamais poderia ser um livro tão confiável assim. No entanto, se somos filhos de cristãos, aprendemos desde pequenos que é na Bíblia onde vamos achar toda a verdade que precisamos saber! É nela que também vamos encontrar orientações para se ter uma vida “digna e honrada”.
 
Mas, que “verdade” seria essa? Que ensinamentos tão preciosos existiriam nesse livro? Bom, isso eu não sei. Nunca achei nada de interessante lá. Nunca vi algo precioso ou tão necessário que eu precisasse saber para viver bem. Para mim, ali só tem historinhas bobas (ou maléficas) que versam sobre a criação do mundo, Adão e Eva, mandamentos, ensinamentos ultrapassados [como os que afirmam que a mulher deve ser tratada como um objeto, ou como um ser completamente inferior ao homem, ou que se você não amar seu Deus acima de todas as coisas, inclusive aquelas que realmente existem, você pode ir parar num lugar chamado inferno depois que morrer] e vários blá-blá-blás…. Taí a “verdade” duvidosa que a bíblia ensina.  Muitos mitos e superstições ridículas.
 
E por falar em Deus, outra coisa que também aprendemos desde criancinha, é essa aqui:
Que Ele é um ser muito bom e generoso. Tanto é que criou o mundo e todas as coisas que existem, e depois nos “deu de presente”!!
Óhh!! Que lindo isso, não?! Então quem criou o mundo foi Deus…. Ah, tá... Entendi! Esse tal de Deus é mesmo um cara legal! 
 
Só uma perguntinha: Quem disse que foi ele??
 
Nessa hora vem alguém que entende muito do assunto, e “ousa” me responder assim:  _Deixa de ser tapada!  Tá lá na Bíblia dizendo que foi ele!!!Conta tudo lá! É só ler o Gênesis!
 
(Voltamos à bíblia e suas verdades…)
 
Gênesis? Ah tá! Como eu nunca havia pensado nisso?!
 
Porém, ao ler o livro “Gênesis” da bíblia, me vêm mais umas perguntinhas na cabeça…
Quem escreveu o Gênesis? Será que foi Deus quem escreveu depois que terminou sua obra?
 
Não.. Não…Não foi Ele!  Lembro que ele descansou depois de todo esse trabalhão.
 
Será que foi Adão ou então Eva, que estavam por lá de bobeira, e resolveram fazer um “blog” contando as peripécias de Deus ao criar o mundo, resultando isso no Livro Gênesis?
 
Não, não. Também não foi nenhum dos dois, afinal, ninguém sabia ler e escrever nesse tempo!
 
Mas então, quem terá sido?
 
Por causa das dúvidas, fui procurar respostas… Não na bíblia, mas no Yahoo! Respostas. E lá achei uma opinião bem interessante! O Bruno do RJ, respondeu assim a essa pergunta:
Os homens escreveram o Gênesis. Em seguida, os homens vieram modificando o texto original ao sabor dos interesses ideológicos políticos. O texto hoje pode nem ter muita relação com o texto original. Dizem que esses homens foram guiados por Deus para escrever a Biblia. Mas quem afirma isso (e jura) são os próprios homens. Assim, todo o conhecimento que temos é produto das mãos humanas. Até a existência de "um" Moisés é questionada, pois as datas são conflitantes e ele não teve acesso ao Gênesis, mas Moisés surge a partir do Êxodo. Resumindo, para acreditar na Biblia, temos que confiar nos homens.
Concordo com o Bruno.
 
O que tem na bíblia são lendas...Mitos... Coisas que saíram da imaginação de alguém, em algum momento conveniente. Causos que foram contados um trilhão de vezes, e acabaram tornando-se a "verdade mais absoluta" de todos os tempos! Ou, como dizia aquele velhinho conhecido por esticar a língua para foto:
 
“A palavra Deus, para mim, é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana; a Bíblia, uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis.” (Einstein)
 
Isto é, em algum momento da história da humanidade alguém sentiu necessidade de explicar algo e como não conseguiu, criou essas lendas e superstições 'religiosas' baseados no sobrenatural, que foram sendo recriadas ou reeditadas ao longo dos tempos. E que até hoje, muita gente ainda continua acreditando…
 
Inventaram um ser invisível e um livro para comprovar a sua existência. Duas criações humanas: Deus e a bíblia.
 
monges-copistas O fato é que muita gente “meteu a mão” na escrita do livro “sagrado” do cristãos. Isso eu já aprendi. Desde monges medievais copistas, tradutores antigos, religiosos de várias crenças, gregos, romanos, turcos, hebreus, alemães, britânicos, espanhóis... Uma infinidade de gente 'meteu' a mão, literalmente, na construção da bíblia.. Todos deixando um pouco de si nessa 'colcha de retalhos'... Em outras palavras, a bíblia é apenas mais uma dessas compilações públicas que se formaram ao longo da História. Um livro de visitas assinado “anonimamente” por muita gente.
 
Entretanto, para muitos, a bíblia ainda é sinônimo de VERDADE absoluta!!! Sem direito à contestação!! Deve ser seguida sim, pois é coisa de deus....

Só para deixar claro, não tenho nada contra quem acredita nela e a segue. Só não queiram que eu acredite também, porque aí já é demais.
 
Tô só publicando aqui mais uma reflexão irrelevante que fiz um dia desses… [Irrelevante porque, com certeza, o mundo permanecerá o mesmo depois dela!]

Assinatura

05 outubro 2010

Jesus Devia Ter Apanhado Mais?

Encontrei no Blog O Caicoense

Comunidade Jesus






Mamíferos… em minhas doses diárias de iOrkut esbarrei nessa comunidade aê: Jesus Devia Ter Apanhado Mais TM e tem um tópico de discussão bem interessante chamado Ateu certo e Cristão errado---» ou ao contrário! com mais de 800 (oitocentas) postagens… depois visitem lá e me digam o que acharam… (Por Anderson Azevêdo)


E então? É isso mesmo?

Bom, o que sei é que a maioria das pessoas que estão vendo essa postagem, devem discordar 'ferrenhamente' da respectiva comunidade do Orkut, afinal estamos num país dito "cristão".

Polêmico? Chocante? Inaceitável?

Segundo eles mesmos falam por lá, a comunidade já foi denunciada várias vezes e deletada por 2x!

No entanto, seria legítimo violar a liberdade de expressão num estado dito "laico", como o Brasil? Alguém que entende de Direito Constitucional, enxerga alguma violação da lei nessa comunidade?

Bom, mais uma vez deixo a resposta para vocês!




04 outubro 2010

Um Ateu no Inferno

Quando soube que eu não acredito em Deus, uma aluna minha me disse o seguinte:

 _ Você não acredita em Deus, professora? Pois quando você morrer, vai ficar com os olhos abertos e ninguém vai conseguir fechá-los. Vai ficar tão dura, que ninguém vai conseguir colocar roupa em você... Ah, e também vai para o inferno "bem pretinha".

Claro que eu dei boas gargalhadas com tudo isso! E, como dizia Katharine Hepburn, "Não, eu não acredito em Deus e, depois de morrer, pretendo ter um longo e feliz descanso debaixo da terra".

Depois que essa minha aluna me disse isso, eu lembrei de um texto bem descontraído sobre esse assunto. Ele é meio contraditório, já que nenhum ateu acredita em céu, inferno, Satanás ou Deus.  Mas, mesmo assim é engraçado e vale a pena ler. Nem sei quem é o autor. Mas, láaaaa embaixo, digo onde foi que o encontrei...


Um ateu morre e vai para o céu. Chegando lá é recepcionado por São Pedro:
 
- Hummm… (lendo o livro da vida pregressa do ateu)… infelizmente meu filho, você não pode adentrar no reino celestial. Você, desde jovem, declarou-se ateu. Até mesmo no leito de morte, você ficou firme no seu ateísmo. Lugar de ateu é no Inferno.

Resignado, o ateu desce às profundezas abissais em procura da entrada do Inferno. Lá chegando tem um choque. A entrada do Inferno parece-se com aqueles grandes cassinos de Las Vegas. Logo na entrada, lindas mulheres recepcionam o ateu.

Extremamente surpreso o ateu adentra no Inferno e é recebido por um homem elegantemente vestido com um terno branco e uma flor no bolso do paletó.

- Seja Bem-Vindo, meu grande amigo! (diz efusivamente) Eu sou Satanás, seu anfitrião por toda a eternidade e qualquer coisa que você queira é só pedir diretamente para mim ou para aquelas lindas mulheres.

(abaixando a voz) A ruiva de vestido preto vai te levar à loucura.

A imagem do inferno era fabulosa: uma longa pradaria onde o comum era a relva baixa e flores. Ao fundo uma pequena sequência de montanhas.


Percebia-se um pequeno rio à esquerda, onde o ateu reconheceu Nietzsche e Voltaire, com varas de pescar em uma mão e um copo de vinho na outra. Riam alto! À direita, num restaurante com uma enorme varanda, o ateu discerniu somente numa mesa Thomas Paine, Robert Ingersoll e Thomas Jefferson, este último acenando e apontando para um livro em sua mão. Era o último livro de Richard Dawkins.



Confuso, desnorteado, o ateu não consegue entender o que está acontecendo. Só ouve o Satanás ao seu lado, falando como se fossem dois grandes amigos tomando cerveja num barzinho. E ele não parava de falar:

- Meu amigo, aqui você poderá fazer tudo o que você sempre quis. Nada é proibido, desde que você obtenha prazer. (acenando para um homem que passava). Oi Giordano!

O homem retorna o cumprimento. O ateu curioso pergunta:

- Aquele era Giordano Bruno?

- Hã? Ahh… sim! Desculpe-me por não apresentá-lo, mas não se preocupe, pois irá conhece-lo nas noites de quinta-feira. Todas as quintas fazemos jogatina, após o jogo de futebol. O único que não joga é o Karl Marx.

De repente, interrompendo a conversa, o céu fica escuro com nuvens negras e ventos fortes, com descargas de relâmpagos e trovões que parecem anunciar o dia do Juízo Final.

O ateu vê que a pradaria, outrora linda, virou uma fossa abissal que expelia de suas entranhas, labaredas sulfurosas, como línguas demoníacas.



No meio do céu tempestuoso, um homem aparece, gritando loucamente e ardendo em chamas, caindo diretamente na fossa aberta no chão. Tão logo o homem é engolido pelas chamas, tudo volta ao que era antes. A pradaria, Nietzsche e Voltaire no rio e Satanás não parando de falar, como se nada tivesse acontecido.

Perplexo pelo o que viu e não se contendo em curiosidade perante a passividade de Satanás o ateu pergunta:

- Que porra foi isto?

Satanás responde:

- Era um evangélico. Eles preferem o Inferno desta maneira.


Encontrei no Aventuras de Gtokai, que por sua vez viu no Pavablog.



23 setembro 2010

Um apelo à tolerância

“(…) que as pequenas diferenças entre as vestimentas que cobrem nossos débeis corpos, entre todas as nossas línguas insuficientes, entre todos os nossos usos ridículos, entre todas as nossas leis imperfeitas, entre todas as nossas opiniões insensatas, (…), que todas essas pequenas diferenças que distinguem os átomos chamados homens não sejam sinais de ódio e perseguição (…)”
Voltaire*.
Se tem duas coisas que eu ojerizo nesse mundo, é o fanatismo e o preconceito. Seja ele religioso, antirreligioso, esportista, político, enfim, qualquer um.
Eu, particularmente, repudio qualquer tipo de radicalismo. Também evito fazer generalizações.
Se você quer saber por que eu estou falando sobre isso, eu digo. Sem problemas. É que hoje li um texto que me deixou 'intrigada' e com vontade de falar um pouco sobre esse assunto.  Um texto muito bom, por sinal.
Ateismo-4
O autor é um ateu, que clama outros ateus a "saírem do armário". Até aí, tudo bem. Porém a parte que me preocupou foi quando ele disse que "ideias e religiões não devem ser respeitadas". Acredito que dito assim, generaliza-se muito o fato. E fazer qualquer tipo de generalização, nunca é uma boa ideia.
No respectivo texto, o autor afirma que nós ateus "não devemos respeitar religião porra nenhuma". Se tirássemos essa frase do contexto, ela soaria como muito radical, não acham? No entanto, logo em seguida ele diz que as religiões não devem ser respeitadas, quando incitam guerras, misoginia, a homofobia, entre outras coisas. E aí, sou obrigada a concordar com ele. Nós ateus  não devemos ser coniventes com esse tipo de coisa.  Nem os religiosos sensatos deveriam ser também. 
Porém, não podemos generalizar. Isto é, precisamos entender que nem todo padre é pedófilo, nem todo muçulmano é terrorista, nem todo católico é homofóbico e nem todo evangélico é estúpido. Se fosse assim, esse mundinho aqui já estaria mais que perdido.
Há erros nas religiões? Claro que sim. Muitos erros. E o pior é que muitos deles nos afetam, mesmo que não sigamos religião alguma. 
A imposição “da religião” ainda é muito forte na nossa sociedade. Só pra citar como exemplo, a escola em que eu trabalho, tem o nome de um padre (Escola Estadual Padre ...); na farda tem a seguinte frase: "Educação e Fé". E eu, uma ateia, tenho que frequentar todos os dias uma escola com nome de padre e usar uma farda com essa frase estampada (ainda bem que o nome é bem miudinho, e quase ninguém vê... nem eu!). 
Se eu fosse radical, talvez eu já tivesse queimado a farda na frente da diretora evangélica...rsrs. Mas não sou. Uso a farda normalmente. Isso não me afeta em nada. Pra falar a verdade, nem lembro que aquela frase está ali, e para mim isso é até insignificante.
Por outro lado, se minha mãe quiser que eu vá à missa de 30º dia da morte de alguém da família, pra mim isso já não rola. Não me sentira bem em um ritual religioso hoje, seja ele qual fosse. Receber os vizinhos aqui em casa, para uma novena de Nossa Senhora não-sei-das-quantas? Pior ainda! A novena pode até acontecer, mas sem minha presença. De forma análoga, eu não iria a uma festa em que não me sentisse à vontade no local ou com as pessoas que lá estivessem ... Simples assim.
Daí eu me pergunto: será que eu estou sendo radical por causa disso? Eu acredito que não… Apenas estou usando meu direito de ir e vir, e “pegando um gancho”, de permancer ou não em um lugar que não me agrada.
historia_da_religiao
Há inúmeras coisas que eu não gosto e nem concordo nas religiões. Mas, a pior delas, é a intolerância. Quando você deixa de respeitar alguém porque ele segue outra religião, ou até mesmo porque ele não segue religião alguma, e tasca-lhe acusações, insultos, diz que ele tá errado, ou coisa parecida, está sendo intolerante. E vejam o que a intolerância religiosa já foi capaz de fazer no mundo...  É só ver quantas pessoas já morreram nas famosas "guerras-santas" ao longo da História da Humanidade... 
Se por outro lado sou ateia e faço a mesma coisa, ou seja, desrespeito quem segue qualquer tipo de religião, seja querendo impor meu ponto de vista, seja chamando de ingênuo ou burro quem acredita em Deus, estou sendo tão intolerante quanto o religioso supracitado. Imagine se eu fosse tentar mostrar às pessoas porque elas não devem acreditar em deus,  e de certa forma, quisesse forçá-las a abandonarem suas crenças. Eu não estaria desrespeitando o direito que  elas têm de crer no que quiserem? Como eu vou exigir de outra pessoa que ela respeite a minha “não crença”? Se eu critico alguém por fazer algo que considero incorreto,  porque  então irei fazer a mesma coisa que ele? Dessa forma eu não estaria me igualando a esse alguém?
Talvez os ateus "intolerantes" não joguem bombas, não acendam fogueiras para queimar crentes, nem organizem igrejas para roubar o dinheiro alheio. Porém, alguns deles, ficam simplesmente indignados porque a maioria das pessoas acreditam em um deus, que para eles não existe, e partem para a intolerância, para a ignorância e para o preconceito. E eu acho isso uma perca de tempo.  Sei que nem todos os ateus fazem isso, e que muitos respeitam a opinião alheia. Mas, já vi muitas falas preconceituosas e intolerantes vindas de ateus. Muitas discussões inúteis entre ateus e teístas. Coisas que realmente não levam ninguém, a lugar nenhum.
ateismo-vs-teismo1
Tá certo que num blog pessoal, podemos falar o que quisermos. As pessoas lêem e comentam se quiserem também. Se o que eu falo ou deixo de falar incomoda, isso não é problema meu. Mas, o que não posso e nem devo fazer, é ofender pessoas que nem ao menos conheço, utilizando “conceitos generalizados”: todo teísta é burro; todo ateu é arrogante; todo religioso é isso ou aquilo. Até porque entre dizer o que se pensa e querer fazer com que os outros pensem o mesmo que você, há um abismo imenso. O problema é que ninguém sabe respeitar aquela regrinha básica de convivência social, que diz assim: "o seu direito só pode ir até onde começa o meu". E por não conhecer os seus limites e, muito menos, os limites dos outros, muitas pessoas abusam e “passam por cima” dessa regrinha tão fácil de entender...
Contudo, usando responsabilidade e respeito, devemos sim aproveitar o fato de vivermos em um mundo em que ainda há o mínimo de liberdade de expressão. Devemos falar o que pensamos, debatermos ou seja lá o que for, porém, sem sermos intolerantes, preconceituosos, prepotentes e radicais. 
Eu, enquanto ateia já “fora do armário”, estou aqui falando um monte de coisas; expondo minha opinião “para o mundo”. Se você está lendo, é porque quer. Tenho certeza que não te forcei a fazer isso.  Para muitos, tudo isso que falei pode ser besteira. Para outros pode ser até ser importante. Mas, para mim, é apenas algo que me deu vontade de falar. Nesse momento, estou fazendo uso da minha liberdade de expressão. E falar livremente, mesmo que ninguém concorde comigo, é um direito que você nem ninguém pode me tirar. Assim já dizia Voltaire.
Pouco me importa se Richard Dawkins, ou algum ‘admirador’ das ideias dele, diga que eu não sou ateia coisa nenhuma, por pensar dessa forma. Porque eu sou ateia sim. E tenho muita convicção do meu ateísmo. O problema é que eu procuro conciliar esse ateísmo com meu caráter.
 
*Ignorância, o preconceito e o fanatismo. Voltaire dedicou parte de sua vida na luta contra essa “trinca”, em favor da liberdade, da justiça e da tolerância.
 
Assinatura

Não Seja Egoísta! Compartilhe!