É uma contenda interna.
Em qual dos lados sustentar-se se ambos têm sua razão de ser?
Chame urgentemente a lucidez.
É preciso analisar, analisar, analisar...
Conte até mil se preciso for,
Mas, segure o verbo.
Soque a parede,
Corra pela rua,
Grite silenciosamente,
Exploda em pensamentos,
Extrapole a quantidade de batimentos cardíacos permitidas por minuto,
Mas, segure o verbo.
Não o solte!
É perigo na certa.
Mas pode-se continuar perguntando a si mesmo: por quê?
(Suspiros)
Sempre essa inquietante pergunta lhe vem a mente...
Mas não se preocupe!
Você não vai encontrar resposta alguma...
Nem queira encontrar.
Pode ser muito pior do que ficar com a dúvida...
E tu ainda tens dúvida, santa criatura?
Parece tudo tão claro...
Chore... chore mais um pouco..
Indague-se... Revolte-se intimamente...
Mas, segure o verbo.
Sufoque-se em sentimentos reprimidos.
Suporte a dor que chega ao peito mansamente.
Aprenda: "A vida só é vida se a dor estiver por perto"
Conforme-se.
Mas, segure o verbo.
Se puder,
Por um momento que seja,
Cante,
Vibre,
Canalize seus pensamentos em outra direção...
Sim, é aquela direção que sempre existe e sempre vai estar lá!
Basta apenas que você preste atenção...
Bt. Am.
A vida, quando consiste de relações curtas entre
meios e fins, sendo cada uma dessas relações em
si próprias suficientes e confortantes,
nada conhece do questionamento incansável que é o produto
de reflexão acerca de um ser capturado numa
cadeia de meios, atalhos e improvisos. (Simmel, 1986, p. 4)