Gostou? Então espalha pra galera!

Mostrando postagens com marcador Nada com Nada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nada com Nada. Mostrar todas as postagens

31 agosto 2012

Gelo é seu nome?

Às vezes sua frieza me impressiona.
 Por que você faz essas coisas? 
   Isso é ruim. Muito ruim. 
    As pessoas detestam pessoas que não demonstram emoção. Ninguém quer por perto alguém gélido, seco, que vive em um mundo particular o tempo todo. Fico assustada. Nada de palavras agradáveis, nada de afagos, nada carinho. Uma criatura estranha, mas consciente. Tanto que vez ou outra avalia a si própria. E nada de bom surge como resultado dessa avaliação... Mudanças são necessárias. E urgentes.

Beth Amorim

14 agosto 2012

Nem o café pra me salvar...



Às vezes tenho a sensação que tô virando um zumbi... O rojão tá pesado e as horas de descanso (de verdade) já são quase inexistentes... Bebi tanto café nesses últimos dias (pra poder me manter acordada em alguns momentos) que meu corpo já não aceita mais o café. Tomei hoje no intervalo, e tô passando mal até agora...

Uma mesma pergunta fica sempre martelando na minha cabeça: _ poxa, como você tá conseguindo??? É muita coisa pra dar conta... É muita coisa pra fazer... É muita distância pra percorrer... É muita pressão pra suportar... É muito prazo pra cumprir... 

É como se eu tivesse correndo muito rápido, e mesmo querendo parar, as pernas não me obedecessem... As poucas horas de sono já não fazem efeito algum e mesmo após um sábado e um domingo, eu acordo como se ainda estivesse numa sexta: totalmente cansada e esgotada... Até porque eu não paro pra descansar. Sempre existe algo pra fazer... Tô vendo a hora o combustível acabar e o psicológico ruir...

#tired

30 maio 2012

Relações curtas entre meios e fins...

É uma contenda interna.
Em qual dos lados sustentar-se se ambos têm sua razão de ser?
Chame urgentemente a lucidez.
É preciso analisar, analisar, analisar...
Conte até mil se preciso for,
Mas, segure o verbo.

Soque a parede,
Corra pela rua,
Grite silenciosamente,
Exploda em pensamentos,
Extrapole a quantidade de batimentos cardíacos permitidas por minuto,
Mas, segure o verbo.

Não o solte!
É perigo na certa.
Mas pode-se continuar perguntando a si mesmo: por quê?
(Suspiros)
Sempre essa inquietante pergunta lhe vem a mente...
Mas não se preocupe!
Você não vai encontrar resposta alguma...
Nem queira encontrar.
Pode ser muito pior do que ficar com a dúvida...

E tu ainda tens dúvida, santa criatura?
Parece tudo tão claro...
Chore... chore mais um pouco..
Indague-se... Revolte-se intimamente...
Mas, segure o verbo.

Sufoque-se em sentimentos reprimidos.
Suporte a dor que chega ao peito mansamente.
Aprenda: "A vida só é vida se a dor estiver por perto"
Conforme-se.
Mas, segure o verbo.

Se puder,
Por um momento que seja,
Cante,
Vibre,
Canalize seus pensamentos em outra direção...
Sim, é aquela direção que sempre existe e sempre vai estar lá!
Basta apenas que você preste atenção...


Bt. Am.




A vida, quando consiste de relações curtas entre
meios e fins, sendo cada uma dessas relações em
si próprias suficientes e confortantes, 
nada conhece do questionamento incansável que é o produto
de reflexão acerca de um ser capturado numa
cadeia de meios, atalhos e improvisos. (Simmel, 1986, p. 4)

07 dezembro 2011

Sobre Felicidade... + uma vez.


Foto: Arquivo Pessoal


Estava pensando agora a pouco... Tem gente que não consegue ver o outro feliz, né? Tem gente que não consegue se alegrar de jeito nenhum com a felicidade alheia. Povo estranho esse...

Acho que pra certas pessoas a felicidade alheia incomoda tanto quanto um cisco no olho. Existe um ditado que diz assim: "não grite sua felicidade muito alto, porque a inveja tem sono leve". Pois é... Quem tem medo não grita, o que não é meu caso. Quando tô feliz, GRITO BEM ALTO pra quem quiser ouvir. E que se danem invejosos, rancorosos, maliciosos, inescrupulosos, maldosos, e vários outros "osos" por aí... Que se danem meeesmo.


Eu queria muito que todos pudessem experimentar a felicidade. Nem que essa felicidade chegasse somente por ver outra pessoa feliz. E nem precisava ser alguém próximo, da família, ou coisa parecida. Gente "boa" mesmo, é aquele tipo de gente que se alegra até com a felicidade de "estranhos". Conheço algumas pessoas assim. E eu, modéstia a parte, consigo me encaixar nesse grupo. Fico feliz demais em ver as coisas dando certo para os outros. Alegro-me com a felicidade alheia "como se fosse a minha própria felicidade". Sério mesmo.

E digo mais: não há dificuldade nenhuma em fazer isso! Que o diga meus queridos amigos virtuais @Non_Nattus_ e @yram_esor78, duas criaturas fantásticas e que estão "sempre por perto" dando-me ânimo e, ao mesmo tempo, alegrando-se com minhas conquistas [e também com as conquistas de várias outras pessoas que eu bem vejo por aí...rs]. Fico muito feliz só por saber que ainda há no mundo pessoas iguais a vocês!

E essa postagem foi só pra dizer isso mesmo.  Mas antes de terminar, quero agradecer a vocês, amigos citados nessa postagem, pelo imenso apoio que me deram esse ano [e ainda estão me dando!], mesmo sem me conhecer pessoalmente. É de pessoas assim que o mundo tá precisando. Vocês dois foram belos presentes para mim, nesse ano de 2011. Obrigada por tudo!

Bye.



31 outubro 2011

Totalmente Sem Noção

Fala quando deve calar.
Cala quando deve falar.

Que paradoxo é esse?
Que falta de bom senso é essa, Beth?

Você sabe que há muitos ovos naquele chão.
Você sabe que não pode ir no impulso.

Aprenda a pensar antes de falar.
Aprenda [ou lembre] que você também é um pouco assim.

Agora, culpe-se com razão.
Sinta o que toda sua falta de sensibilidade é capaz de gerar nos outros (e em você).



Ps: Tô parecendo Joãozinho Doido falando sozinha!




Beth Amorim

24 outubro 2011

Por Que Será Que Sou Assim? [Republicação]




Certo ou errado, todos nós temos um jeito de ser, reagir, intervir, partilhar, entender, seja lá o que for. Bom, mesmo sabendo disso, ainda me pego fazendo a pergunta que está logo acima, no título dessa postagem....

Tenho uma mania, que parece incurável, de sempre [me] fazer perguntas sobre a origem das coisas (mas não sobre todas as coisas...!). De saber porque elas são assim ou daquele jeito, como tudo começou, por que aconteceu, e algo mais dessa estirpe. Isso, às vezes, causa "uns nós" sem tamanho nessa minha cabeça paranóica e pensativa. Tento me 'autoadestrar' para não fazer mais isso. NADA! Não consigo mudar.

Sobre os questionamentos, seria fácil resolvê-los: investigar e concluir. Mas será que podemos confiar nas nossas conclusões? Me perco e fico mais pensativa ainda. 


Como entender certas reações [ou a falta delas] ou como aceitar que as respostas nem sempre são as que queremos? Quando me vem a dúvida, penso, mesmo não querendo pensar, e mesmo não querendo imaginar as tais respostas....

Acontece que, em certos momentos, sinto como se eu estivesse sozinha num barquinho, no meio de um oceano infinito e revolto, sem saber que direção ou decisão tomar...

Ultimamente confesso que estou meio estranha. Parece que a outra de mim, a que fica escondida, tá querendo lutar por seu espaço. E sinto como se estivessem duas pessoas brigando dentro de mim, sendo que as duas sou eu mesma! Pode? 




Publicado originalmente em 21 de Março de 2010. 





22 outubro 2011

Razão, sentimentos, intensidade: Vivo sem isso?? [Republicação]




Movimentos.
Intensos e imprecisos.
Se a paz vem, logo entendia
Se tudo se agita, logo quero paz

Calor humano que afaga por algumas horas,
Distância que angustia por dias.
Amor que faz flutar,
Indecisão que esmaga a paciência.

Perde-se os sentidos da razão por 30 minutos.
O instinto animal sobrepõe-se...
A noite fica clara.
Ao amanhecer, a incerteza escurece o dia.

Fugir, tentar, sair;
Esquecer, iludir-se, voltar.
Nada adianta .
Vale a pena ignorar?

Foge a razão...
O bom senso faz as malas.
Por um instante, emoção grita alto!
Razão recolhe-se com medo...

O coração guia alguém?
O bem está ou não nesse caminho escolhido por ele?
O dilema nunca passa.
Só o tempo...



19 outubro 2011

A primeira impressão [nem sempre] é a que fica! [Republicação]


Dizem que a primeira impressão é a que fica. Eu não concordo! A não ser que você não tente conhecer a pessoa melhor depois (ou não tenha chance de fazer isso).


Às vezes conhecemos alguém e de cara gostamos. Bingoooo! Você pensa: é A Pessoa!!! Legal, extrovertido(a), bonito(a), simpático(a)... um encanto! Tem TUDO o que você gosta. É exatamente do jeito que você imaginou. Perfeito!!! Mas... Passados uns dias de convivência, a pessoa consegue desconstruir toda aquela ótima "primeira impressão" que você teve no início. O que houve de errado??? Nada! Você apenas conseguiu 'enxergar' um pouco mais a verdadeira essência da pessoa... Afinal, somos humanos.... Não somos perfeitos...

Enfim, nos enganamos e a pessoa não era nada daquilo que deixou transparecer... E você achando que ele(a) era perfeito(a)??? Que nada! Era mais um engano! Hum... e quantos enganos ainda virão??? Imprevisível saber.... Conhecemos tantas pessoas todos os dias! Interagimos socialmente a maior parte tempo... Impossível ter certeza sobre algo do tipo.
Entretanto, sobre o assunto posso afirmar algo: prefiro antes de tudo não ter uma boa impressão sobre alguém num primeiro momento, e depois essa pessoa ir desfazendo isso [ou seja, construindo uma imagem positiva dela], do que ter a melhor das impressões no início e a própria pessoa desconstruir isso aos poucos. Muitos sei que concordarão comigo!

É realmente decepcionante esse segundo caso, e o pior é que acontece vez ou outra... Comigo mesma, aconteceu recentemente!!! Mas, é como dizem os mais antigos quando alguma coisa assim acontece:

"_ Não fique triste! Você pulou uma fogueira!" rsrsrs... E eles têm razão!

Eu, obviamente não quero me queimar, por isso, é melhor passar bem longe da fogueira que acabei de pular!!! Sigo adiante...




Publicado originalmente em 29 de julho de 2008.

18 outubro 2011

De volta? Nem tanto...

Não sei se deu pra perceber, mas eu estive meio ausente do blog nos últimos meses! Duas são as justificativas:

1 > O trabalho está me tomando muito tempo. Depois da greve, peguei pesado lá pra recuperar o tempo que ficou parado.

2 > Estou vivendo muito "a vida real", o momento, o hoje. Coisas incríveis acontecendo, e então, acabei dando um tempo desse mundo virtual aqui, e o blog acabou ficando de lado. 

Bom, e ainda aliado a isso, aconteceu uma súbita falta de vontade de escrever. Acredito que seja porque eu sempre acabo escrevendo mais [e melhor, na minha nada humilde opinião] quando eu estou triste, angustiada, inquieta, atormentada, enfim, quando não tô bem comigo ou com o mundo. 



Daí, como estou experimentando um momento único de paz e felicidade em todos (ou quase todos - depois explico o "quase"...) os aspectos da minha vida, a vontade [ou inspiração] de escrever quase sumiu. Quase. Às vezes até surge uma ideia legal, mas por falta de tempo, acabo deixando passar, e então ela se perde para sempre nas profundezas do meu cérebro. Se eu não escrever na hora, a ideia se esvai... É estranho. Mas é exatamente assim que acontece.

Desse modo, foi por já estar muito sensibilizada com a situação do praticamente esquecido Tempestade [sem] Ideias, que eu resolvi aderir a uma ideia lançada aqui há um tempo [em um comentário]. Meu amigo e blogueiro Barros, do Deusilusão, uma vez sugeriu que eu republicasse alguns textos que eu e minha mãe considerássemos legais, pois ele fazia igual lá no blog dele quando estava sem tempo ou sem ideias novas para publicar! [Tá, minha mãe não lê meu blog - nem o do Barros!, então seria na minha opinião mesmo!] Lembro que ele falou também que poucas pessoas lêem os textos antigos, então seria uma boa republicá-los. [Seria mais ou menos como aproveitar-se de si mesmo!!! hehehe...]

Na época eu até deixei passar, mas agora lembrei disso e deu vontade de fazer. Não sei se as escolhas serão as melhores, ou se eu vou ter paciência pra tá revirando o arquivo (se eu não tenho, imagine os outros! hauhauahaushau). Bom, resolvi tentar. Por isso, a partir de amanhã, e não sei por quanto tempo, eu irei republicar/reeditar alguns textos antigos. Para identificar, colocarei sempre assim após o título: "republicação". Assim como colocarei lá no rodapé, a data da publicação original. E pra criar tipo um ritual ou rotina [mesmo detestando rituais e/ou rotina], publicarei sempre no mesmo horário: 9h da manhã. 

Então é isso. Inté.








29 setembro 2011

Acho que não sei quem sou... Só sei do que não gosto.


Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto.
E destes dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos

[Renato Russo]



E são tantas coisas...
Importantes ou não, eu sei que elas existem. 
E mesmo que ninguém as perceba, às vezes elas vêm à tona. 
Saem de mim sem que eu consiga controlar. 
Ficam nítidas. 
Os sensíveis percebem. 
Os que reparam perguntam. 
Mas eu não gosto de responder.
Não uso bem as palavras.
Elas me dominam e saem do jeito que bem entendem.
E não há como disfarçar, até porque não há... máscaras aqui.

Falta fôlego. 
Sobra angústia. 
São momentos passageiros e que às vezes nem deixam marcas. 
Mas são sentidos. 
Ora adormecem, ora crescem. 
Na maioria das vezes adormecem. 
Mas entenda: não existe uma grande razão para isso. 
Há uma razão sim, mas ela não é grande, nem digna.  
Sei que é estranho. 
Eu sou estranha. 
Mas não gosto que façam isso. 
E se não gosto, isso acaba aparecendo. 
E eu fico calada.


15 setembro 2011

Bobagens Extravasadas



Entre ser e não ser
Entre o que foi e o que é
Questões perturbam-lhe a mente
Sente dores pelos outros
Fica arrasada com pequenas coisas
Suporta grandes pancadas
É sensível...
E isso torna tudo mais difícil,
Ou não.

Será?

Relaxe.
Um dia é assim,
No outro ninguém sabe.



Ps: Esse texto(?) estava no arquivo já faz um tempão. Foi escrito em uma madrugada extremamente perturbada. Não tem sentido algum agora. Nem sei se tinha na época em que foi escrito. Resolvi publicar hoje. E ainda nem sei o motivo... Aliás, quem disse que precisa existir um?








19 julho 2011

Sobre mudanças repentinas... de humor, de vontades...


Afundada nesse quarto, resta-me apenas esperar. "Um não sei quê, que vem não sei de onde". Espero o tempo passar. Espero por algo que nem sei se virá. Uma alegria? Uma novidade? Outra tempestade? Nada. Fico aqui imóvel com meus pensamentos que não me levam a lugar algum. Alguma coisa insiste em me segurar nessa cama. Tudo a fazer e vontade nenhuma de ao menos começar. 

Uma inércia avassaladora. Nenhuma iniciativa. Nada tem graça. Tá tudo acinzentado. Calo-me para o mundo. A solidão, aproveitando-se desse momento, cola em mim. E mesmo sabendo disso, não fico triste. Nada. Não sinto nada. Meu interior transformou-se em um "vácuo" que emoção alguma está sendo capaz de preencher. Uma virada de 180°. 

Até quando? Até logo, espero. O que me consola é saber que isso é passageiro, como foi das outras vezes. Por isso espero o tempo passar... E assim, de uma hora para outra, pulo dessa cama, e começo a viver de novo...


Tua inconsciência alegre é uma ofensa 
para mim. O seu riso esbofeteia-me! 
Tua alegria cospe-me na cara! 
Oh, com que ódio carnal e espiritual 
escarro sobre o que na alma humana
 Fria festas e danças e cantigas...  


[Fernando Pessoa]



14 julho 2011

Devaneios jogados no divã...


"Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,

em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues voltar,
trazendo restos do que achaste
pelas profunduras da tua existência."




Pego-me muitas vezes avaliando esse ser confuso que sou eu mesma. Sinto um temor "de mim" que é imenso. Agora sou uma, já n'outra hora sou alguém completamente [in]diferente. É essa inconstância detestável que me deixa à flor da pele. Que tira o brilho de tudo o que me cerca. Que me faz amargar logo depois da breve doçura. Que me transforma sem autorização alguma. 

Chego a não aceitar o que me é tão intrínseco. Mas como não aceitar se dentro de mim já veio? Iludo-me com aprofundamentos quando sei que não aprofundo nada. Não que nunca o tivesse feito. Mas sei que agora está mais difícil. E em momentos assim, escondo-me. De mim. Dos outros. Não gosto de ferir a quem nada me fez. E, em certos momentos, prefiro a solidão sufocante do quarto e os devaneios jogados no divã... 





01 julho 2011

Meio Down Hoje...

angústia confusão tristeza incerteza 
saudade impotência choro conversas
vazio desilusão inércia decepção


Foto: arquivo pessoal


A vontade é impotente perante o que está para trás dela. Não poder destruir o tempo, nem a avidez transbordante do tempo, é a angústia mais solitária da vontade.
Friedrich Nietzsche



14 junho 2011

O Estalo.



Achei que tivesse a solução... Mas percebi que não. 
Agora não sei se o sol vai voltar amanhã.
Não sei se desmotivação é a palavra certa para definir agora.
Só sei que mudou.
Um estalo.
Um toque.
Uma luz.
A consciência sã deu sinal de vida.
É engraçado o poder que as palavras têm.
Despertam.
Sacodem.
Mudam.
E o mais engraçado é quem nem sempre nos damos conta disso.
É uma coisinha de nada, mas que bem analisada, torna-se a peça que faltava.
Então, "aquela certeza" fica cada vez mais óbvia.
E agora?
Bom, talvez um pulo resolva.



Não é mais.
Então, vamos brincar...

02:09 am



Sobre vômitos, estouros e palavras...

♫ ♪ Ao som de Marisa Monte...




"Eu vou me acumulando, me acumulando, me acumulando... 
Até que não caibo em mim e estouro em palavras"
[Clarice Lispector]


O mais difícil é que nem sempre surgem as palavras certas... O assunto é delicado. 

Você quer dizer. Você quer esvaziar. Você que se libertar. Mas não consegue. E não consegue porque tem algo bem importante de que te impede. 

Mas sabe aquele mal estar que fica? Pois bem. É mais ou menos como se fosse uma vontade bem forte de vomitar. Você tá sentindo que não está mais conseguindo segurar, mas quando repara, o lugar que você está não permite que você coloque tudo pra fora. Não há banheiros  ou lugares vazios onde você possa aliviar e expelir o que te causa todo esse "retrocesso" no estômago. E então você fica naquele desespero... E a vontade só aumentando...

Você sabe: uma hora não vai dá mais para segurar. E não importa o lugar. A qualquer minuto você terminará "estourando"....

01:05 am



06 junho 2011

Escolhas, Decisões e Dilemas. Eis a vida.

Alguém já disse  por aí, que a nossa vida é "construída" em cima de escolhas, ou seja, a todo o momento temos que ficar escolhendo entre "isso e aquilo". Tomada uma decisão, e/ou feita a escolha, devemos seguir adiante, "sem pensar no caminho que deixamos de seguir" (dizem que assim evitamos sofrimentos futuros).

Em alguns casos, ainda temos a chance de "voltar atrás" se o caminho que escolhemos não foi tão bom assim para nós. Em outros casos, não há como voltar.  O que tá feito, tá feito. E tudo o que você pode fazer, é trilhar pelo caminho que escolheu.

A parte ruim disso tudo, é quando sabemos que devemos fazer "uma certa escolha", mas nossa real vontade é de não fazê-la. Tipo assim: você sabe que "esse caminho" é melhor pra você, mas, mesmo assim, ainda fica naquela de querer ir "por aquele outro lado", que à primeira vista é sedutor, encantador, prazeroso, mas que pode trazer consequências seríssimas para sua vida. A razão luta contra a emoção nesse momento. E no final, você tem que fazer a aquela escolha que seja melhor pra você... E o melhor - agora -  é  o que razão tá pedindo para que você faça. 

No entanto, mesmo sabendo que é o certo a ser feito, ainda tomamos "a decisão" com aquele aperto no peito... Com aquele nó na garganta... Com aquela vontadezinha gigante que a situação fosse outra... 

Seu desejo era ter o poder de mudar tudo isso que existe dentro de você, assim, num "piscar de olhos". Fazer sumir o que te aflinge... Passar uma borracha em sentimentos que invadem seu interior e te trazem dúvidas ao invés de certezas. 

Apagando esse ou aquele sentimento, talvez as escolhas fossem mais fáceis de serem feitas... Talvez.






Ps: Começando a segunda-feira com uma decisão tomada e quase nenhuma certeza sobre o que vem depois dela...


31 maio 2011

Sobre O Tempo e As Mudanças.

"Fácil é ouvir a música que toca.

Difícil é ouvir a consciência, acenando o tempo todo,
 mostrando nossas escolhas erradas. (...) Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las."


[Carlos Drummond de Andrade]





Não sei se é uma tentativa de aparentar força, personalidade, ou sei lá o que... Mas aquele negócio que algumas pessoas dizem que é "melhor arrepender-se do que fez", do que se arrepender "daquilo que deixou de fazer", pra mim - hoje - é balela. Tá, eu sei que pode até funcionar para você. Mas comigo não funciona mais [embora já tenha funcionado no passado, como eu bem expressei aqui]. 

E, sendo assim, eu assumo: me arrependo muito mais daquilo que fiz, do que daquilo que deixei de fazer. #ProntoFalei

Ao longo do tempo, percebi que fico muito mais magoada comigo, quando faço algo que me arrependo depois. Isso demonstra que não analisei suficientemente a situação antes de fazer, e talvez tenha agido por impulso. Até porque se não faço, posso até ficar na dúvida se iria me arrepender ou não, mas isso não me atinge tanto... depois esqueço e fica tudo bem.

Entretanto, se faço algo, e logo em seguida me arrependo, isso torna-se um martírio para mim. O arrependimento fica só martelando na cabeça... Porque não há dúvidas. Está feito e não tem como voltar atrás.  E pra esquecer o que já está feito, fica bem mais difícil... Lidar com as consequências, então...

Engraçado que eu não pensava assim aqui e aqui... Porém, passados três anos e milhares de acontecimentos, hoje descubro que mudei. E mudei muito. Hoje estou muito mais preocupada com minhas atitudes [e/ou palavras] e com as consequências que elas podem trazer... Cresci? Amadureci? Não sei. Também não posso saber se daqui pra frente vou mudar de novo... Só sei que agora estou assim.

Costumo dizer que minha pior inimiga sou eu mesma. E se faço algo que vai contra mim, ou seja, contra a minha consciência... aiaiai... Já era. 




23 maio 2011

E o teu medo de ter medo de ter medo...

"Mas, tão certo quanto o erro de ser barco
a motor e insistir em usar os remos,
é o mal que a água faz quando se afoga
e o salva-vidas não está lá porque não vemos"

Legião Urbana
 

Hoje acordei me sentindo péssima... Não! Eu não vou dizer o que houve. Mas eu tinha que aliviar  um pouco essa angústia... Tinha que escrever aqui, para diminuir esse mal-estar físico e psicológico que se abateu hoje sobre mim...

Definitivamente ainda não estou "aqui". Parei em algum lugar e não consigo sair dele.  

Talvez seja estranha a comparação, mas às vezes sinto como se eu estivesse numa cova habitada por leões famintos, igual a Daniel. 

Não sei por qual razão, mas de alguma forma eu mesma me coloquei diante do perigo, ou seja, assumi por conta própria e risco o desafio de me colocar diante dos leões, sem ter a mínima ideia do que isso poderia trazer de consequência para mim. É uma sensação estranha de "auto-desamparo" que provoca uma insegurança generalizada aqui dentro. De forma consciente, eu estou sendo cruel comigo mesma. É uma espécie de auto-flagelação desmedida, sem sentido e sem razão de ser. E então, num surto de racionalidade, vem a sensação de que estou correndo o risco de ser devorada viva. Daí eu penso: porque fiz isso comigo? Não acho um motivo justo.         

Também não sei aonde eu quero chegar com isso. Mas eu preciso dar um basta em mim. Acho que não sou tão forte como pensei. Não... não sou. Eu sou extremamente humana. Sinto dores profundas por atitudes impensadas. Atitudes que se tornam intensamente indigestas.

E por que será que eu me importo tanto com isso!? Ou com o que vem depois disso?

Importo-me porque aquelas atitudes não condizem com essa pessoa aqui. Importo-me porque aquelas pessoas não são "as pessoas". Importo-me porque não estou tão psicologicamente preparada como eu achava, para enfrentar os leões famintos e que esperam apenas por um descuido meu para poder atacar. 

Agora é tarde. Não me dei conta disso a tempo, e me descuidei... Agora os leões estão com o caminho livre para atacar. E eu sei que vai doer. Aliás, já está doendo, pois o pior leão de todos está dentro de mim. Ele é impiedoso e já começou a me ferir... Vou ser devorada viva e essa sensação não é nada boa.




20 maio 2011

Testando a paciência...



Queria dormir hoje e acordar somente no ano que vem... Uma síndrome de Aurora [a Bela Adormecida] era tudo o que eu precisava nesse momento. 

Infelizmente, na vida não existe aquela tecla do controle remoto que "pula" umas partes do filme. Humpf... Infelizmente não podemos "selecionar cenas" lá da frente, adiantando o "filme da vida" com apenas um clique. E isso é chato... Ter que passar por tudo aquilo que você já sabe que vai acontecer. E passar tendo que suportar tudo pacientemente... Salientando que paciência é o que mais falta no meu estoque.

Sinto tédio. Impaciência. Fico de mãos atadas. O tempo passa rápido e ao mesmo tempo se arrasta. A ilusão de que poderia ser diferente, me queima os neurônios. Algumas falsas certezas me desconcertam. 

Às vezes ouço a vida me chamando... Gritando por mim. Mas nem sempre posso atendê-la. Sinto sim vontade de ir ao seu encontro... E os acordos sociais que se adaptem ao novo momento... São muitos dilemas. Entretanto, nenhum deles habita esse interior. Por outro lado, percebo que eles tentam invadir o recinto a toda hora.

Sobrepujar a dor e a tristeza: ok. Primeira etapa cumprida. Os olhares, as falácias, as desconfianças, as intrigas... Bem... isso tudo também faz parte do caminho. Esse mundinho em que vivo também tem seu lado cruel. 

... A construção do meu castelo está bem adiantada... Pode acreditar.






Não Seja Egoísta! Compartilhe!