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14 julho 2011

Devaneios jogados no divã...


"Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,

em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues voltar,
trazendo restos do que achaste
pelas profunduras da tua existência."




Pego-me muitas vezes avaliando esse ser confuso que sou eu mesma. Sinto um temor "de mim" que é imenso. Agora sou uma, já n'outra hora sou alguém completamente [in]diferente. É essa inconstância detestável que me deixa à flor da pele. Que tira o brilho de tudo o que me cerca. Que me faz amargar logo depois da breve doçura. Que me transforma sem autorização alguma. 

Chego a não aceitar o que me é tão intrínseco. Mas como não aceitar se dentro de mim já veio? Iludo-me com aprofundamentos quando sei que não aprofundo nada. Não que nunca o tivesse feito. Mas sei que agora está mais difícil. E em momentos assim, escondo-me. De mim. Dos outros. Não gosto de ferir a quem nada me fez. E, em certos momentos, prefiro a solidão sufocante do quarto e os devaneios jogados no divã... 





6 mil pitacos!:

Sheila Lima disse...

Oi!!!
Estava olhando uns blogs e felizmente achei o seu, e amei!!!

Te convido a dar uma olhadinha no meu blog: http://docesonhodemenina.blogspot.com/

Ah, como eu amei seu blog, tenho um selinho para você: http://1.bp.blogspot.com/-68Bb05pFul4/Te1BfsqvBeI/AAAAAAAAATM/JPCRr0Mj7R0/s1600/dsm-selinho.jpg

Mil Sweetkisses!!!

A flower...however it has thorns... disse...

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, esse ser mutante, bipolar inconstante...aquela que surpreeende a si mesma e aos outros, a todos os instantes...dou voltas, reviravoltas,se caio e me levanto sei que garanto revolta...pois nem todos desejam-nos a felicidade e a inconstância...preferiam-me ver dependente, na ignorância por isso reconhecem em mim um certo ar de arrogância, pois se caio não aceito, levanto , limpo a roupa estufo o peito...sigo em frente...tenho todo direito.

Michele disse...

Amo 'O poço'.

Na verdade amo tudo que o Neruda descreve...

Nesse, o modo, como ele descreve bem a típica vulnerabilidade feminina. Criamos tempestades num copo dágua e brigamos sozinhas e sofremos e amamos e perdoamos...

"Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.

(Pablo Neruda)"

Beatriz Amorim disse...

Olá, Beth!
Sofremos então do mesmo problema.
A inconstância, o ser cada hora uma coisa, dá bastante dor de cabeça! Mas também tem suas vantagens.

Um belo fim de semana!
Beijão

The Buk's On The Table disse...

Eu amo Pablo Neruda!

Paula Pedreira disse...

Olá, Beth
Seu blog é muito legal. Sou tua seguidora e gostaria muito que me visitasse e me seguisse também. Sou nova no mundo dos blogs e tô precisando de seguidores e parceria: cantinhodosaberpaula.blogspot.com.
Aproveita e pega um prêmio no meu post que tá esperando por você. Bjs e uma ótima semana p ti.

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