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11 maio 2011

Como uma Fênix (parte1)

E então, prestes a completar 30 anos, descubro que "minha missão" nessa única vida que possuo, é exercitar meu poder de adaptação e superação, para poder atravessar as mudanças bruscas, que com certa frequência vêm acontecendo comigo.

Não sei se isso acontece com vocês, mas de uns tempos pra cá, toda vez que estou perto de mudar de idade (isso já vai acontecer no próximo dia 9/6), faço uma geral na minha vida. Deixo o que me serve, jogo fora o que não vai fazer falta. E pra fazer isso, preciso rever tudo o que já aconteceu comigo.

E fazendo essa "regressão", percebi que desde os meus 3 anos de idade acontecem coisas que mudam o rumo da minha vida de forma inesperada. Elas simplesmente vêm sem que eu as planeje; sem que eu imagine que elas irão acontecer. E então, como uma boa  "metamorfose ambulante" que sou, me transformo e aprendo a viver na nova realidade que "jogaram" em minhas mãos.

Reparem:

Aos 3 anos e meio, meus pais se separaram. Morávamos no RJ, e por causa da separação, nos mudamos (minha mãe, eu e meus irmãos) para Caicó, onde permanecemos até hoje. Nessa época, apesar de estar apenas no comecinho da vida, tive que me adaptar a uma nova cidade, a uma nova família, a uma nova casa, e a uma vida "sem pai". Não foi muito fácil, mas consegui superar isso aí. Mas confesso que a parte do "sem pai" foi bem difícil...

Aos 13 anos faço uma descoberta que mexeu muito com meu "psicológico". Não posso revelar o que foi, mas posso adiantar que o eu que descobri poderia ter deixado qualquer "cabeça adolescente" completamente aturdida e sem rumo, podendo até ter provocado um desvio de comportamento ou personalidade. Bom, encarei a situação de frente e aprendi a conviver com ela da melhor forma possível.

Aos 17 anos passo no meu primeiro vestibular e vou morar em outra cidade. Nessa época eu só sabia fazer miojo!!! Imaginem aí uma criatura quase que completamente inexperiente e dependente dos "adultos", morando sozinha em outra cidade! Eu era a timidez em pessoa. Me vi perdida em muitos momentos. E no meio desse "desnorteamento" todo, pouco depois de fazer 18 anos, morando em outra cidade e fazendo o curso que sempre sonhei (jornalismo), descubro que estou grávida! Foi quase uma "paulada" na cabeça. Nesse momento, vi que minha única alternativa era abandonar o curso e enfrentar a situação. Mais uma mudança brusca. Essa sim, causadora de uma transformação sem precedentes na minha vida!

Aos 19 anos passei no meu segundo vestibular. Me descobri historiadora. Casei com o pai da minha filha. E mais uma vez me dei conta de estar vivendo uma vida que nunca passou pelos meus planos. No entanto, tive que me adaptar ao novo momento.

Aos 21 anos, no meio do curso, descubro que estou grávida novamente, e novamente sem planejar! Pensei cá com meus botões: será que um dia eu vou ter as rédeas da minha vida? E lá estou eu, aos 22 anos, casada e mãe de duas filhas, quando nunca imaginei que seria mãe na vida...

Aos 26 anos meu casamento chegou ao fim. Juntando tudo (namoro e casamento) foram quase 13 anos de relacionamento. Sim, ele foi meu primeiro namorado! E o saldo desse tempo todo, foi uma bela amizade que permaneceu entre nós e as duas jóias mais preciosas da minha vida: Rachel e Letícia.

Aos 27 anos conheci aquele que me tiraria do chão, mudaria meus conceitos, arrebataria meu amor... A maior paixão, o melhor amor que tive na vida. Um encaixe perfeito: Anderson Azevedo. Foi um sentimento que surgiu desde o primeiro "olho no olho". Uma ligação que só mesmo uma coisa tão definitiva como a morte, ou tão incerta como o tempo, poderia ter acabado.

Aos 28 anos jurei amor eterno a esse homem. Decidi que passaria toda a minha vida ao seu lado. Construímos uma vida juntos e fizemos muitos planos. E então me vi em mais um "casamento" quando nunca imaginei que casaria na vida...

E agora, aos 29 anos, bem próximo de completar os 30, acontece a "mudança" mais dolorida de todas: uma morte inesperada, antecipada e intrusa. Ela se meteu entre nós, sem dó nem piedade. Tirou uma parte de mim; levou embora a pessoa que eu tinha escolhido para viver um grande amor. Me deixou sem rumo e temporariamente sem esperanças.

Hoje estou aqui, tentando com todas as forças, me adaptar a essa nova realidade. Uma sofrida realidade, vale salientar... Mas vejo que a cada dia que passa, fico mais consciente de que esse sofrimento não pode comandar minha vida. E assim, tento mais uma vez renascer... Superar...

Às vezes acho que tenho um pouquinho do sangue da Fênix dentro de mim... Só pode ser! O que é que 6 acham?




[Voltem amanhã... Essa postagem tem continuação... aqui.]



7 mil pitacos!:

Pensamentos soltos disse...

Nossa Beth, só tendo um pouco de sangue da fênix mesmo, pra ter tantos contratempos imprevisíveis . Sem dúvida você é uma guerreira e sabe ser resiliente, usar a habilidade de persistir nos momentos difíceis mantendo a esperança e a estabilidade mental. Pessoas como você, assim altamente resilientes, tornam-se mais fortes após cada situação difícil. Porque elas desenvolvem confiança em si mesmas aprendendo novas formas de lidar com os eventos da vida.

Um beijo e aguardo a continuação...

Beth Amorim disse...

Sábias palavras, Heyd... É isso mesmo que vc disse: a vida já me deu várias rasteiras, já sofri várias quedas... Mas sempre quando levanto, bato a poeira e me sinto mais fortalecida para continuar vivendo... E assim, me renovo a cada dissabor ou dificuldade que enfrento.

Um abraço!

Amanhã continua!

Non Nattus Júnior disse...

Olá Fortaleza Beth!
Obrigado por nos presentear com esta linda história de superação.
A gente que te admirava apenas por conhecer algumas frações do seu caráter de singular força,revelado por seus textos.
Agora imagine conhecendo a sua história ? Diria que é uma verdadeira epopéia humana.
Daquelas história que revela a peculiaridade de alguns humanos ( como vc) de resistirem as maiores tempestades. Resistem por que tem em si mesma,uma força que só se manifesta,diante de situações que as mereçam.
Um abraço virtual,para alguém que teve a honra de conhecer alguém tão forte e sincera!

Neila disse...

Essa minha amiga...
Sinto orgulho em conhecer você.
Beth Amorim, seu nome é Força e seu sobrenome é Superação.

Beth Amorim disse...

E o que seria de mim sem vocês???

Amigos que sempre me colocam pra cima!

Obrigada pela força que vocês me dão sempre, viu?!

fenixovisionario disse...

muito bem.. hoje nasce uma fenix das redes socias digamos assim algo novo simples lindo louco e com muita tecnologia e ferramentas para o seu dia a dia algo jamais visto.... fenixovisionario@hotmail.com

fenixovisionario disse...

otima poetico

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