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03 dezembro 2010

O Mundo L

Como resolvi que não irei mais me importar com o que o povo pensa sobre o que escrevo, vou falar sobre umas coisas  que andei pensando outro dia…

Sou uma pessoa muito curiosa. E, obviamente, o que eu ainda não conheço, me desperta muita curiosidade. O relacionamento amoroso entre “iguais” é uma delas. Mais especificamente entre mulheres. Sim, porque o de homens já tenho uma vaga ideia de como é, pois tenho amigos homossexuais que me contam algumas coisinhas…rs. Mas, entre as mulheres, eu tinha curiosidade de saber. Até porque não tenho amigas lésbicas. Aliás, posso até ter uma ou duas não assumidas (ainda…). Então, não posso contar com elas para saciar a curiosidade.

E só pra ficar mais claro, a curiosidade em questão, não é em relação aos momentos de intimidade sexual entre as duas pessoas. Isso dá pra “ver como é” em filmes! rs. Falo do relacionamento em si. De como ele funciona. Se é muito diferente de um relacionamento hétero. (lembrando que isso é bem coisa de leiga-no-assunto-mas-que-tá-doida-pra-saber-como-é-e-ninguém-conta).

Às vezes fico pensando que não deve ser nada fácil assumir uma homoafetividade nessa sociedade hipócrita e preconceituosa em que nós vivemos. Principalmente para os homens. Digo isso por causa dos relatos que já ouvi de meus amigos homossexuais. Vejo que quando o relacionamento é entre as mulheres, há uma aceitação maior (impressão minha?). Sei lá, parece que as pessoas acham “mais normal” (apesar desse conceito de “normal” já tá bem ultrapassado hoje em dia…). Já ouvi até “alguns exemplares” masculinos dizerem que é “excitante” ver duas mulheres juntas. Porém, quando o negócio é entre homens… A coisa já muda um pouco de tom. O que não tem nada a ver, né? Puro preconceito de gente idiota.

Mas, a dúvida é: quando se assume esse relacionamento homoafetivo, e deixando de lado todos os preconceitos, que forma ele toma? Será que é diferente de outros tipos de relacionamentos? Pois então, era exatamente isso que eu tinha curiosidade em saber…

Peraê!!! Vocês repararam que eu disse “tinha”? Hum… Vocês não contavam com minha astúcia (como diria o Chapolim Colorado!)!!! Acontece que meio sem querer, acabei descobrindo onde conhecer mais sobre o assunto e diminuir um pouco a “curiosidade” [já que não tenho amigas que se assumem lésbicas pra me contar]….

O seguinte é o negócio…. Outro dia, passeando de canal em canal, encontrei um reality show só de lésbicas no GNT. Chama-se “The Real L Word”,the-real-l-word-showtime-lesbian-reality-show-photos foi inspirado numa série que tinha quase o mesmo título (The L World) e conta o cotidiano de 6 mulheres “reais” e seus relacionamentos afetivos com outras mulheres. Lógico que existe uma “veia” meio artificial ainda, até porque a realidade delas é bem diferente da nossa aqui. Porém, vendo o programa dá pra ter uma ideia de como é o dia-a-dia de um relacionamento amoroso entre mulheres. E que mulheres! Todas lindas, independentes e muito bem sucedidas financeiramente. 

Não vou dizer que acompanho sempre, mas já vi alguns episódios e pude perceber que não há diferenças em relação aos outros relacionamentos amorosos, como eu cheguei a imaginar. Eu tinha a impressão de que poderia ser diferente, pelo fato de serem duas mulheres. Dãaa! E o que isso tem demais, sua tonta? É que pensei gente, [mode “lesa” on] que sendo duas mulheres, a compreensão iria ser maior. Tipo assim: só uma mulher pra entender outra, entenderam? Mas eu vi que não, viu?! Quer dizer, esse princípio aí nem sempre funciona. Principalmente no tocante às brigas e ao ciúme! É tudamermacoisa!

Percebi que as cenas do dia-a-dia, as brigas, o sonho de casar, de preparar o casamento, a pegação, a enrolação, os relacionamentos sérios e os rompimentos acontecem exatamente da mesma forma que aconteceria se o casal fosse um homem e um mulher [a descoberta do século!]. Achei muito interessante. E sendo bem sincera, acho bonito quem se assume daquele jeito. Aliás, a pessoa que não vive por trás de máscaras, para mim, já merece admiração.

E não importa se a sociedade aceita ou não. Porque, no meu modo de ver as coisas, não há nada de errado ou feio em assumir um relacionamento homo. Pelo contrário! Quando a própria pessoa se assume, fica bem mais fácil de acontecer uma aceitação maior por parte das outras pessoas! Né não? E viva à diversidade! ( e também à aceitação dela..)

_lesbicasProtagonistas do primeiro casamento entre lésbicas na Argentina

Depois vou publicar outro texto relacionado ao tema…

Por enquanto, adios!

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6 mil pitacos!:

DeusILUSÃO disse...

Eu também morro de curiosidade de saber como é um relacionamento homo entre duas mulheres.

Se Papai do Céu permitir eu reencarnar como mulher, vou ser lésbica pra experimentar isso...

Beth Amorim disse...

kkkkkkkk....

Ai como vc é engraçado!

Anônimo disse...

hummmmmmmmmm, risos..

Nordestina Porreta disse...

Oi Amiga! Eu tb tinha muito esta mesma "curiosidade" Dei mais sorte que vc. Tenho uma amiga, desde 2003, a Bel. Gente finissíma de primeira qualidade. Lésbica assumidissíma mora com uma moça, professora de faculdade aqui mesmo em Osasco. A Bel é o lado masculino da relação, deve ter 1.80m grandalhona e super divertida. Já a professora baixinha, um docinho de educada, meiga, tímida e lindinha. A Bel administra a casa como ninguém, super caprichosa, moram num ap pequeno, confortável e bem decorado. Bel cozinha que é uma loucura. Já fui convidada por elas para um jantar maravilhoso. A Bel conheçe meus filhos, que aliás tb gostam muito de sua companhia, já saímos juntos muitas vezes para tomar umas brejas e curtir barzinhos. Nestas reuniões descontraídas foi que ficamos sabendo como é o relacionamento delas. Super normal, mais simples que possamos imaginar. A bel também é a motorista do casal, muitas vezes pediu um tempinho para ir buscar a moça depois das aulas. As duas voltavam juntas e continuavamos as conversas. Quanto às intimidades delas nem precisa citar (temos filmes à disposição) e imaginamos. Mas normalmente se comportam em público como "amigas com algo mais" todos percebem é claro. Creio que a maioria seja assim. O que realmente nos deixa curiosas é o "Como PODE?" Né. Ainda Não Merecemos entender. E ponto.
Um dos últimos casos que me fiz esta pergunta foi o casamento formal da Adriana Calcanhoto e a Suzana de Morais (filha de Vinício de Morais) Vi umas fotos e realmente achei meio estranho as diferenças. Elas já vivem juntas há anos e a diferença de idade é que, prá mim...restou a dúvida. Não o relacionamento em si.
Tenho um sobrinho homosexual. Meu irmão tem muitas dificuldades de aceitar, tentei ajudar aí me dei mal, ficou de mau comigo, ele realmente não aceita só tem 2 filhos homens e acha que por castigo do deus um lhe decepcionou. Meu irmão é mais novo que eu 6 anos. Empresário bem sucedido tem faculdade, bons relacionamentos, e cabeça oca. Eu adooro meu sobrinho temos ótimo relacionamento e sei de todas suas intimidades e dificuldades tb.
É a Vida! "Odeio! Todo Tipo de Preconceito" Trata-se de inteligência comportamental, que está longe de fazer parte da educação do Brasileiro. Inclusive com "idade" no trabalho...rsrsrsrs. Bjussss.

Anônimo disse...

Beth, adoreeei³ o seu blog. Tô lendo agora os posts recentes e com certeza vou devorar os demais quando tiver mais tempo.
Também tinha essa curiosidade.. Mas minha melhor amiga se assumiu (não publicamente) recentemente, e eu sou praticamente a única pessoa com quem ela conversa sobre esse tipo de coisa, da namorada que ela arranjou na Faculdade, do relacionamento, e do término do relacionamento. Enfim, eu sei que vai de pessoa pra pessoa, mas a conclusão que ela tirou dessa história toda, é que é bem menos sofrido namorar uma mulher do que um homem, talvez pelo fato de que o cara que ela tenha namorado antes tenha sido um cachorro, mas é como eu disse, vai de pessoa pra pessoa.

Beth Amorim disse...

Olha só!

Nunca imaginei que a minha curiosidade fosse também a curiosidade de outras pessoas!! rsrs...

Adoro quando isso acontece!

Penso que estou sozinha num barco, e de repente, um monte de gente pula dentro também! rsrs...

Valeu pessoas!

ps: amiga Vera, é sempre bom ter você compartilhando suas histórias por aqui, viu?

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