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09 dezembro 2010

“Amar demais” não é Amor

 

3s É engraçado, como às vezes dentro de um mesmo relacionamento, nós experimentamos as várias faces [e/ou fases] do amor…

Começa com aquela paixão louca que toma conta da gente… Aquela euforia, aquela necessidade de ter o outro só pra você…. Enfim, aquela coisa intensa e inquietante que a maioria das pessoas sentem…

Um tempinho demora até que o namoro se firme de verdade.

Daí, quando isso chega a acontecer, passamos a conviver mais intimamante com a outra pessoa, e outros sentimentos vão se agregando à relação, como o companheirismo, a amizade, a paciência para encarar e aceitar os defeitos da pessoa que outrora era perfeita…

E então, o que todos convencionaram a chamar de “amor” chega. Aquela tranquilidade, aquela coisa boa, aquela segurança, aquele equilíbrio que faz com que aquelas duas pessoas se entendam e construam uma vida juntos, pelo menos, durante um certo tempo de suas vidas… Sim, porque sinceramente eu não acredito que todo amor seja eterno. Acredito que podemos amar “para o resto da vida” uma mesma pessoa sim, mas não como “uma regra”.

Existe até uma frase muito conhecida que diz assim: “se acabou, é porque não era amor”. Eu discordo. Acho que amamos verdadeiramente, mas em alguns casos, o amor pode acabar sim. Até porque, ninguém é obrigado a amar alguém pelo resto da vida, só porque dizem que “amor que é amor, deve ser eterno…” Lógico que as coisas boas, nós queremos que durem para sempre! E o amor que é bom e faz bem, não vamos querer que acabe.

 i168711Porém, às vezes no meio da relação amorosa, um dos dois acaba perdendo o controle “das rédeas do amor”, e passa a “amar demais” o seu par. E “amar demais” aqui, é daquele tipo de amor que sufoca, que tira a sua própria paz e a paz de quem estiver com você. Começa a viver somente em função da outra pessoa, do que ela faz, do que deixa de fazer…. E então, as atitudes começam a ficar diferentes. Quem “ama demais”, passa a exigir a presença do outro “para sempre” em sua vida. A partir daí, as cobranças, o ciúme e a insegurança tomam conta.

Confesso que já passei por isso. Já “amei” desse jeito, ou seja, fora dos limites. E digo a vocês: não gostei da experiência. No momento em que percebi o que eu estava fazendo comigo e com a relação, eu me toquei. Na verdade, eu nem me toquei sozinha. Foi o meu amor quem me deu um toque “bem sutil”. Ele disse assim: “Você tá ficando doente, Beth.”.

Isso que ele me disse, foi como um peteleco que me fez acordar. Eu realmente estava ficando doente. E estava adoecendo também tudo à minha volta, inclusive a relação. O amor tinha virado obsessão. E tudo o que me importava, era o que ele fazia… Passei a viver em função disso e do medo de perdê-lo.

sentimentos

A partir desse dia, comecei a exercitar o meu autocontrole. Foi difícil. Demorou um tempinho, mas voltei a amar “da forma correta”. Nem demais, nem de menos. Somente como deve ser. Sem sufocar a outra pessoa, sem me martirizar por determinadas coisas, sem sofrer, sem esperar demais, sem aquela dependência, sem aquele incômodo, sem aquela desconfiança exagerada, sem aquela necessidade incontrolável de ter toda a atenção da outra pessoa voltada para mim…

Foi a primeira experiência do tipo que eu tive. E dessa experiência, eu retirei muito aprendizado. Não quero mais voltar a ser daquele jeito.

Hoje, a relação voltou ao normal. Como era antes…

 

“O problema de viver uma vida para o outro, em relações não saudáveis, com base na dor e sofrimento, nos tira praticamente tudo. Faz-nos cegos para o que está a nossa volta. Faz-nos surdos para o que poderia transformar a nossa existência. Torna-nos anestesiados, sem brilho, tristes. Sós.”

[Trecho do texto de Sandra Maia, “um convite a quem ama demais” – Yahoo Comportamento]

 

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1 mil pitacos!:

alexrnbr disse...

Adorei o texto.

Conheço alguns pessoas que se beneficiariam ao ler e refletir sobre o que vc escreveu.

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